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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Jesus chicoteou vendilhões no Templo?


Muitos companheiros apegados as letras bíblicas acham que diante do texto bíblico devem-lhe submissão ou interpretação. 
Desconhecem que à luz da ciência histórica, textos antigos precisam ser analisados e sopesados para terem algum valor histórico, quer dizer algum grau de autenticidade.
É assim que fazemos essa reflexão, a partir do paradigma espírita,  a cerca de um episódio bíblico polêmico. Jesus chicoteando os vendilhões do templo. Esse episódio é narrado em todos os quatro evangelhos canônicos:

João 2:13 a 19:

"Estava próxima a páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. Achou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas, e também os cambistas sentados; e tendo feito um azorrague de cordas, expulsou a todos do templo, as ovelhas bem como os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai uma casa de negócio. Então se lembraram seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me devorará."

Marcos 11: 15 a 19:

"Chegaram a Jerusalém. Entrando ele no templo, começou a expulsar os que ali vendiam e compravam, e derrubou as mesas dos cambistas, e as cadeiras dos que vendiam as pombas.Não permitia que ninguém atravessasse o templo, levando qualquer objeto, e ensinava, dizendo: Não está escrito que a minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? mas vós a tendes feito um covil de salteadores.Ouvindo isto os principais sacerdotes e os escribas, procuravam um modo de lhe tirar a vida; pois o temiam, porque toda a multidão estava muito admirada do seu ensino. Quando chegava a tarde, saíam da cidade."


Matheus 21: 12 e 13:

"Jesus entrou no templo, expulsou todos os que ali vendiam e compravam, derribou as mesas dos cambistas, e as cadeiras dos que vendiam as pombas;e disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a fazeis covil de salteadores."

Lucas cap. 19: 45-48:

"Tendo entrado no templo, começou a expulsar os que ali vendiam, dizendo-lhes: Está escrito: A minha casa será casa de oração, mas vós a fizestes um covil de salteadores.Todos os dias ensinava no templo; mas os principais sacerdotes, os escribas e os principais entre o povo procuravam tirar-lhe a vida, e não sabiam o que haviam de fazer; pois todo o povo o escutava com muita atenção."

Vemos assim que o relato se inicia afirmando que Jesus visitou o Templo de Jerusalém, o Templo de Herodes, cujo pátio é descrito como repleto de animais e mesas dos cambistas, que trocavam o dinheiro padrão grego e romano por dinheiro hebraico e de Tiro1 . A cidade estaria lotada com judeus que tinham vindo para a páscoa, algo em torno de 300.000 ou 400.000 peregrinos.
Fazendo um chicote com algumas cordas, «...expulsou a todos do templo, as ovelhas bem como os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai uma casa de negócio.» (João 2:15-16)."

Muitos afirmam que Jesus não teria batido ou surrado alguém, os textos não explicitam isso. Outros alegam que só um dos textos fala em chicote. 

Com relação a primeira afirmação perguntaríamos: como se expulsaria alguém com um chicote de cordas sem o uso da violência ou da virulência?

E a segunda afirmação perguntaríamos o seguinte: conseguiria Jesus em meio a uma multidão tumultuada, expulsar pessoas, barracas, vendedores, cambistas, animais, subindo em um púlpito, pregando, falando?

Visualizemos imaginativamente o cenário e entenderemos que não seria possível uma ação de tal monta: expulsar, sem que houvesse um ato de virulência, como retratada em João.
Muitos companheiros afirmam que Jesus não teria ferido ninguém ou que ele teria feito, na verdade uma expulsão pelo impacto de sua presença. Respeitamos tal posição, mas se quisermos acreditar ou dar crédito nesse episódio, vamos ser claros, não é assim que eles são biblicamente narrados.

A grande questão é que  se o episódio for autêntico Jesus não é tão superior como muitos ou a maioria dos escritos psicografados nos fazem crer. 

Esse episódio não deveriamos de fato dar muit aimportância, visto que como nos alerta Kardec, as questões polêmicas do Evangelho não importa. E sim, as aplicações morais e éticas que dali poderemos sorver...

Em seu livro "A Gênese, capítulo 1, Kardec reflete:

 "A característica essencial de qualquer revelação tem que ser a verdade. Revelar um segredo é tornar conhecido um fato; se é falso, já não é um fato e, por conseqüência, não existe revelação. Toda revelação desmentida por fatos deixa de o ser, se for atribuída a Deus. Não podendo Deus mentir, nem se enganar, ela não pode emanar dele: deve ser considerada produto de uma concepção humana."

Oras, o Ser que criou o planeta (segundo Emmanuel e outros desencarnados) não surraria ninguém. Violência ainda que esteja escrita em "livros sagrados" não se justificam. Nenhuma ato que vá contra o ser humano, diga o que disserem, argumentem o que for, não se justifica.
Falamos em nossos estudos, principalmente para os que chegam, Critério número um para saber se uma ideologia está equivocada ou se uma ideia ou ação está equivocada: Ir contra o Ser Humano. 
A violência não se justifica, nem mesmo a uma pessoa de má conduta. A ela, o melhor é a prisão se for o caso, a justiça, a repreensão verbal. MAS AGRESSÃO FÍSICA NÃO.

O processo evolutivo é lento e as consciências aprendem com o erro. Um ser superior tem paciência e compaixão. Se existem relatos que este ser agiu assim, num ato de agressão ao que pensa diferente dele, em duas uma, ou ele não é superior e vive de fama, ( aliás, é isso que o Waldo Vieira afirma, falando inclusive desse episódio. ) Ou os relatos atribuídos a ele são fictícios, construídos com as expectativas e percepções da época do que seria digno a um messias.

Uma lógica simples. Os vendedores vendiam com a anuência do Sinédrio. Um ato desses seria, por si só, motivo para ser condenado, preso, interrogado. Um homem sozinho não conseguiria simplesmente sair chicoteando comerciantes sem ser preso ou morto pelos soldados. Precisaria de um número grande de pessoas para agir livremente.

Não havia liberdade na época para isso. Só por aí, se vê que esse episódio é mais lendário que real. Em geral, nos relatos sobre o Cristo, ficamos com a questão de serem relatos orais. Boa parte dos evangelhos oficiais foram construídos à luz do que se esperava de um Messias na ótica pensamental de quem os relatava e escrevia. A memória é seletiva e em sua reprodução envolve o rememorado com as crenças e expectativas daquele que a lembra. Se o fato lembrado ou narrado ou replicado envolve devoção religiosa a tendência é a figura narrada herdar os valores e as representações daquele que a narra. O replicador não o faz com maldade, mas por que lhe é impossível narrar um fato fora de seu zeitgeist, ou seja de acordo com nossos conceitos íntimos da realidade. Interpretamos os episódios que nos rodeiam a partir de nossas próprias concepções, princípios, conceitos e valores. 

Então uma boa contribuição da história a todos que estudam o passado religioso ou não é entender que  não é possível uma interpretação pura de qualquer fato pelo ser humano, em tudo entrará suas projeções, sua inserção À sua época transforma os fatos ao sabor de sua percepção da realidade. Portanto, A Verdade Absoluta do passado NÃO é possível ser trazida aos dias de hoje. Sempre haverá defasagens, coisas mau compreendidas, coisas perdidas que encaixavam eventos,etc.

O pesquisador contribuirá a análise do evento histórico ou da personalidade histórica através de perguntas e modelos que possam ampliar a visão sobre determinada época. È um trabalho investigativo, onde as fontes são interrogadas e postas a falar a partir de diferentes perguntas, métodos de análise, formas de entender a realidade...

Ao que parece, os relatos dos apóstolos de primeira hora. Não estavam preocupados com biografias, mas com os ensinos. Estavam mais preocupados com a proposta de vivência do amor profundo que era proposta nos ensinamentos que Jesus pregou.

Mais tarde, é que a necessidade e de muitos de adorar e não de seguir fizeram com que as pequenas exortações éticas do Cristo, ficassem nubladas com um” realismo biográfico fantástico”.
Ao que parece os escritos originais não faziam referências a milagres, ressurreição. 
Eram Frases profundas e por vezes enigmáticas para quem não tem o explicador para esclarecer. Como se vê no evangelho de Tomé.

Então, AO MEU VER, fica difícil de afirmar o que for quando se trata de biografia de Jesus. Por isso um sábio no século XIX escreveu logo no início de sua obra sobre comentários do evangelho que não se ateria as questões da biografia de Jesus que são polêmicas e que no final das contas fica ao gosto das teologias e da percepção, crença, ideia, que cada um tem.
Que se ateria principalmente as questões éticas. Aos ensinos morais e éticos de Jesus. Esse sábio de nome Allan Kardec, sem saber nada sobre os ditos de Jesus contidos no Evangelho de Tomé ou sobre o Evangelho de Q, que foram achados que só surgiram no século XX e ele morreu em 1869. Kardec ao escrever sua obra se aproximava da mesma intenção que movia o expositor desses ditos, Jesus. Vivência no Amor e na solidariedade e não blá, blá, blá teológico...
Teologias, biografias de terceira mão, ok, tudo bem, tudo bem, a gente gosta, especula, cria inimigos, antipatiza, degola, cria guerras, manda para fogueira, etc...|

Mas o Evangelho de “Q” está aí para mostrar que quem, como Kardec, ao buscar se ater as questões que interessam à felicidade do ser, da solidariedade, do amor e da pacificação íntima se aproximou mais das ideias iniciais do propositor das ideias cristãs, o próprio Jesus Cristo, e, Jesus Cristo ao falar sobre o amor encontra hoje eco nos especialistas de saúde mental que em uma só vez dizem como os bons sentimentos, a fraternidade e o altruísmo fazem bem para o ser humano. E, como as doenças físicas ganham campo e se ampliam na ausência desses sentimentos....

Kardec, lucidamente, logo no início de sua obra" O Evangelho segundo o Espiritismo" deixa claro que sua proposta é de tentar se ater aos ensinos essenciais e não as ações míticas cheias de projeções psicológicas , interpretações, reinterpretações e interpolações.

Por isso, AO MEU VER, ele acertou. e quer saber, eu concordo com ele, O W. Vieira que me desculpe, mas não me importa se Jesus chicoteou alguém ou não, casou com Madalena, se nasceu de uma virgem se era essênio, se foi a Índia, se havia dois ou três pessoas na época que viveram o conjunto de coisas que foram atribuídas ao Jesus, nesse sentido, vejam a intrigante biografia de Apolônio de Thiana, por exemplo, dá o que pensar... 

Essas coisas são especulações interessantes, algumas, intrigantes outras, mas o essencial mesmo é saber que somos incapazes de saber a história verdadeira dos fatos passados, podemos apenas, através dos indícios, fontes e perguntas, checar eventos, diagnosticar, reconstruir possibilidades e descartar outras, mas sem a pretensão de deter a verdade absoluta. 
Novas perguntas podem inviabilizar visões anteriores, postas então como ultrapassadas. E, a continuidade da pesquisa poderá inclusive, trazer análises antigas que haviam sido descartadas, mas que a luz de novos achados e novas interrogações retomam seu lugar ao sol. Mas se à luz da história muitos eventos devem ser postos em quarentena com relação a se partir dele para a construção de dogmas, teologias e críticas. O amor o próximo e o perdoar setenta vezes sete, é claro, límpido e pode ser entendido por todos.

Infelizmente chicotear ao meu ver não é uma questão de contexto. Jesus foi severo  muitas vezes, mas esse episódio é  agressão e agressão  é agressão em qualquer época. 

Item 638 L.E:" (...)O mal não é menos mal por ser necessário;(...)"


O episódio historicamente falando é furado. Jesus não era nenhuma autoridade rabínica do Sinédrio para tentar acabar com o comércio em seu entorno. Jerusalém era fortemente guardada pelos guardas do sinédrio, de Herodes Antipas e pela guarda romana. Se o Cristo tivesse feito tal ato não sairia incólume da situação. 

Outra coisa, a visão tradicional do Templo de Jerusalém é que lá o Deus Iaveh, o deus dos hebreus falava com o Sumo Sacerdote, lá era a tenda de Iaveh, o deus dos hebreus. Visão antiga que existia na maioria dos povos antigos. O deus habitando um lugar. Assim era com hindus, romanos, gregos, etc..

A noção de Reino de Deus não ser um lugar, essa noção era o discurso de Jesus. Ele desconsidera completamente o Templo então por que se escandalizar com algo que ele mesmo veio se contrapor?

 Jesus rompe  essa visão ao mandar seus discípulos a todos os cantos. Pregar que o templo ou o Reino de Deus  não era um lugar desvalorizando o templo físico e se colocando acima dele. Reitera isso, posteriormente ao chamar Paulo de Tarso, que como se sabe, teve como missão espalhar o cristianismo para além dos judeus, ou seja, “desjudaizar” os seus ensinos. Deixando claro que Jesus não estava preso à tradição rabínica e suas valorizações e, não me lembro agora, mas tenho quase certeza que Jesus nunca afirmou nada referente ao Templo que concordasse que lá era o lugar que Deus estava. Mas isso não posso afirmar 100%, mas ACHO que não.

 Então, valorizar o Templo de Jerusalém vai na contramão do próprio projeto do Cristo que não tinha interesses diretos numa reforma do Templo de pedra ou do judaísmo, mas numa reforma ética do ser humano, independente de quem ele fosse. Daí a criação das “casas do caminho” e todo o movimento de solidariedade que se inicia a partir de suas predigas. 
Essa valorização do Templo ocorrida nesse episódio, usando da lógica histórica é portanto deveras improvável, por que tal ato provavelmente o levaria a morte, abortando sua trajetória na Terra. QUe teve, como sabemos um projeto que se contrapunha a própria noção do deus tribal Iaveh e sua morada no interior do Santo dos Santos.

Tudo isso nos leva a crer que esse episódio destoa do projeto do Cristo. Essa valorização do Templo seria uma valorização de algo que não passa pelo projeto que o Cristo implantou com as casas do caminho e ao chamar Paulo de Tarso, daí ser algo mais para um enxerto do que algo que realmente tenha acontecido.

Herculano Pires de certa forma esta mostra como o Cristo veio dar um salto no processo mental das pessoas. Daí que acreditar que ele tenha valorizado o Templo físico de Jerusalém, ao ponto de perder alinha, sair no destempero, seria na verdade um retrocesso. Valorizar o que veio ultrapassar....

Ele vai nos relatar em sua excelente obra “ O Espírito e o Tempo” essa diferença evolutiva de percepção da divindade do Cristo para a crença hebraica tradicional e primitiva aqui:
 "As diferenças fundamentais existentes entre o Deus bíblico dos hebreus e o Deus evangélico dos cristãos decorre da diferença de "horizontes". Jeová é um deus mitológico, em fase de transição para o "horizonte espiritual".

"Jeová ordena matanças, misturando em sua natureza características humanas e divinas. Protege especialmente um povo, uma raça, com ferocidade tribal, e se não exige mais os antigos sacrifícios humanos, entretanto exige os sacrifícios animais e vegetais. Suas monumentais narinas, embora invisíveis, dilatam-se gulosas, como as de Moloc, aspirando o fumo dos sacrifícios. No Templo de Jerusalém, à maneira do que acontecia com os templos gregos, havia locais especiais para os sacrifícios sangrentos e os incruentos.(...)"

"Jeová se depura, e com ele se depuram os ritos do seu culto, que por fim se transformam na "adoração em espírito e verdade", de que falava Jesus."

 Livro O Espírito e o Tempo, capítulo II, Herculano Pires.

Quanto ao fato de autores como  Pastorino citarem esse episódio como tendo acontecido não é nada demais, eu discordo dele a partir da experiência que tive ao lidar no campo da história com o Jesus histórico. Os evangelhos canônicos não foram escritos por quem diz ser seu autor. Os originais desses evangelhos mais antigos não são do século I sequer. Ao que consta uns tiraram coisas de outros mias antigos e a maioria bebeu na fonte do Proto evangelho de Mateus. Daí os episódios que se repetem. 

A obra maravilhosa de Pastorino tinha a intenção de traduzir e comentar as traduções ao sabor de sua erudição, não tinha um viés historiográfico de questionar as fontes propriamente dito. Como não li toda a obra, não posso afirmar, mas devem ser raros as ocasiões em que ele questiona algum episódio, não sei bem. Só sei que essa não era sua intenção. Ele se propôs a traduzir e comentar...e a obra é maravilhosa do jeito que foi feita. 

Em geral, olhando com um viés mais histórico muito do que foi escrito serviu para reafirmar versões e visões do povo da época. Essa visão do Jesus másculo era uma necessidade da época e de vários outros momentos para se contrapor a uma série de insinuações e chistes. Além do que a sociedade  via o messias assim. Agressivo e vingador de Deus. Essa versão violenta foi utilizada pela Igreja, por nós, ao longo dos séculos medievais para respaldar nossos pontos de vistas e calar os adversários, Hipácia que o diga.... 

No campo da história não existe a verdade absoluta provada. O historiador sabe que ele detém uma verdade de ponta, bem trabalhada e cotejada,  mas que pode ser aperfeiçoada e até mesmo posta de lado, mais na frente. O trabalho da pesquisa do passado é um trabalho em que se coloca sobre o ombro de gigantes, ou seja, sempre há um grande historiador em que se sobe para olhar mais longe. 

Novas perguntas e novas circunstâncias podem abrir a mente para novas possibilidades. O que fiz em cima, ainda que muito mal e porcamente por não ser um profundo especialista em cristianismo (meu negócio é o estudo do paganismo antigo  e sua magia)  e muito limitadamente foi isso. Busquei mostrar que históricamente esse episódio não fecha bem. E se contrapõe filosoficamente ao que se sabe era a proposta do Cristo, como bem explicitou Herculano Pires em sua obra "O Espírito e o Tempo.



2 comentários:

Jackson Five disse...

Tem uma versão do evangelho de Mateus onde existe o termo "corou", que significa chicotear, mas não foi citado no seu Blogger.

Dione disse...

As pessoas conheciam Jesus... Acha mesmo que virar mesas e levantar a voz com essas pessoas citando as Escrituras não seria suficiente para que elas temessem?
Só numa cabeça... Jesus precisaria chicotear pessoas. Até porque, o termo "chicotear cambistas" fica como se os tivesse amarrado para esse fim.