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segunda-feira, 29 de julho de 2013

P O R T A S



Se você encontrar uma porta à sua frente, você pode abri-la, ou não.

Se você abrir a porta, você pode, ou não, entrar em uma nova sala.

Para entrar, você vai ter que vencer a dúvida, o titubeio ou o medo.

Se você venceu, você dá  um grande passo: nesta sala, vive-se.

Mas, tem um preço: São inúmeras outras portas que você descobre.



O GRANDE SEGREDO É SABER: QUANDO E
QUAL A PORTA QUE DEVE SER ABERTA.

 

    A VIDA NÃO É RIGOROSA: Ela propicia erros e acertos.
    Os erros podem ser transformados em acertos quando com eles se
aprende.

 

NÃO EXISTE A SEGURANÇA DO ACERTO ETERNO.

 

    A VIDA É HUMILDADE: Se a vida já comprovou o que é ruim, para que
repeti-lo?
    A humildade dá  a sabedoria de aprender e crescer também com os
erros alheios.

 

    A VIDA É GENEROSA: A cada sala em que se vive, descobrem-se outras
tantas portas.
    A vida  enriquece a quem se arrisca a abrir novas portas.
    Ela privilegia quem descobre seus segredos e generosamente oferece
afortunadas portas.

 

    MAS A VIDA PODE SER TAMBÉM DURA E SEVERA: Não ultrapassando a
porta,

   

VOCÊ TERÁ SEMPRE ESSA MESMA PORTA PELA FRENTE

 

      É a cinzenta monotonia perante o arco-íris.
      É a repetição perante a criação.
      É a estagnação da vida.



 PARA A VIDA, AS PORTAS NÃO SÃO OBSTÁCULOS,
MAS DIFERENTES PASSAGENS...

Amizade faz bem para memória

Amizade faz bem para memória

Ter amigos não faz bem apenas à alma, mas ao cérebro. É o que indica umestudo feito com aves cantoras por pesquisadores da Universidade Rockefeller, de Nova York. Eles descobriram que pássaros vivendo em grupos grandes têm mais neurônios novos e, provavelmente, uma memória melhor do que os solitários. Os pássaros têm cérebros pequenos e, para estocar memória, acredita-se que eles produzam um contínuo suprimento de neurônios. Só que esses neurônios novos morrem em três ou quatro semanas, de modo que as aves não conseguem armazenar memória de longo prazo. Quem consegue manter os neurônios vivos por
mais tempo tem, conseqüentemente, uma memória melhor.

Os cientistas estudaram exemplares adultos de Taeniopygia guttata, de origem australiana, conhecido no Brasil como diamante mandarim. Eles dividiram os pássaros em três grupos: um sozinho, um casal e um conjunto de 45 indivíduos.
Depois de 40 dias, examinaram três regiões específicas do cérebro dos pássaros e descobriram que, comparados com o pássaro solitário e com o casal, aqueles que viveram no grupo maior tinham cerca de 30% mais neurônios novos numa região do cérebro envolvida em processamento do som. E os machos da espécie,
responsáveis pelo canto, tinham duas vezes mais neurônios novos em áreas da comunicação. No trabalho publicado no Behavioural Brain Research, Fernando Nottebohm, coordenador da pesquisa, considera que, talvez, os pássaros exercitem seu cérebro ao tentar distinguir o canto característico dos companheiros.

Em estudos anteriores, já se havia notado que animais sociais, como os elefantes, tendem a ter melhor memória que os solitários. Mas ainda não se tinha notado uma mudança na sobrevivência de neurônios causada somente pelo número de companheiros. Há evidências de que os seres humanos adultos também produzem novos neurônios no cérebro. A pergunta agora é: será que a
interação social pode ajudar nossos novos neurônios a permanecer ativos? Por via das dúvidas, vá correndo pegar seu velho caderno de telefones.

domingo, 28 de julho de 2013

Só de Passagem

O que sustenta o Amor

A Vida é um Eco


Centro do Ser


Quer ser feliz?


Uma boa infância: adultos saudáveis.




A natureza e a qualidade das relações da criança com as pessoas do seu próprio sexo e do sexo oposto, já foi firmada nos primeiros seis anos de sua vida. Ela pode posteriormente desenvolvê-las e transformá-las em certas direções mas não pode mais livrar-se delas. 

As pessoas a quem se acha assim ligada são os pais e irmãos e irmãs. Todos que vem a conhecer mais tarde tornam-se figuras substitutas desses primeiros objetos de seus sentimentos. (Deveríamos talvez acrescentar aos pais algumas outras pessoas como babás, que dela cuidaram na infância.) 

Seus relacionamentos posteriores são assim obrigados a arcar com uma espécie de herança emocional (...) Todas as escolhas posteriores de amizade e amor seguem a base das lembranças deixadas por esses primeiros protótipos." 

 (Freud - "Algumas Reflexões sobre a Psicologia Escolar")

Não Ofender

Dicas para uma Vida Bacana


Tu





"Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas tudo aquilo que te rodeia, a existência. Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes... São as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivência. Não reclames nem te faças de vítima. Antes de tudo, analisa e observa. A mudança está em tuas mãos. Reprograme tua meta, busque o bem e viverás melhor". 


*** ____Chico Xavier___

Felicidade

Sigo acreditando que a felicidade, assim como várias questões da condição humana, está em seu interior. 

Não há caminhos fora se você não os possui primeiro dentro de si.

 É de dentro para fora que somos feitos, é de dentro para fora que tudo acontece. 

Primeiro a magia, depois a mágica. 
Primeiro a semente, depois a flor.
Primeiro a gestação, depois o nascimento. 
Primeiro o plantio, depois a colheita.

 (Veruska Queiroz)

Jasmine


Jasmine, a cadela cuidadora.


Em 2003, a polícia de Warwckshire, Inglaterra, abriu um galpão de um jardim  e encontrou ali uma cadelinha chorosa e encolhida.
Ela havia sido trancada e abandonada no galpão. Estava suja, desnutrida e claramente maltratada.
Num ato de bondade a policia a levou para um abrigo próximo...  
 o Nuneaton Warwickshire Wildlife Sanctuary, dirigido por um homem chamado Geoff Grewcock
Lugar este conhecido como um paraíso para animais abandonados, órfãos ou com outra qualquer necessidade.
Geoff e a equipe do Santuário trabalharam com dois objetivos,  restaurar a completa saúde do animal, e ganhar  sua  confiança.

  Levou  várias semanas, mas finalmente os dois objetivos foram  alcançados.Deram a ela o nome de Jasmine, e começaram a pensar em encontrar para ela um lar adotivo mas Jasmine tinha outras idéias...  Ninguém se lembra como começou, mas ela passou  a dar as boas vindas a todos animais que chegavam ao Santuário...  

Não importava se era um cachorrinho, um filhote de raposa, um coelho ou qualquer outro animal perdido ou ferido...
 Jasmine  se esgueirava para dentro da caixa ou gaiola e os recebia com uma lambida de boas vindas.
Geoff conta um dos primeiros incidentes: " Nós tínhamos dois cachorrinhos que foram abandonados numa linha de trem próxima. Um era um mestiço de Lakeland Terrier e o outro um mestiço de Jack Russel Doberman.
...Eles eram bem pequenos quando chegaram ao centro e Jasmine  aproximou-se ...abocanhou um pelo  cangote  e colocou-o  em  uma almofada ...Aí ela  trouxe  o  outro  e  aconchegou-se                       a eles, acarinhando-os" " Eles são inseparáveis",  diz Geoff. ..                                                                           " Bramble  anda entre  suas pernas  e  eles  ficam se beijando...Eles passeiam juntos pelo Santuário. É um prazer vê-los" Jasmine continuará cuidando de Bramble até que ele possa voltar a viver na floresta.
Quando isto acontecer, Jasmine não estará sozinha.          
                                                                     
Ela estará muito ocupada distribuindo amor e carinho  ao próximo órfão ou à próxima vítima de abusos e maus –tratos. UM VERDADEIRO EXEMPLO...    De  AMOR  INCONDICIONAL!
... JASMINE  ESTÁ  AÍ  PARA  nos ENSINAR...

Com muito amor... 

O que de fato dói quando rompemos um laço amoroso?



Por Roberta Do Valle-Psicóloga Clínica

 Estamos mais acostumados a lidar com a dor física, porque podemos nomeá-la, localizá-la e qualificá-la... é a dor corporal.

Mas quando a dor situa-se num espaço “imaterial”... ?

 A essa dor, o psicanalista J-D. Nasio nos remete a uma reflexão... A Dor de Amar.

 Quando rompemos um laço amoroso que nos liga ao outro, imediatamente somos capturados por um sofrimento interior, que nos rasga a alma e mergulha-nos no desespero.

 A dor experimentada dessa fonte, talvez seja mais dura que qualquer outra, pois não encontra antídoto para aliviar o sofrimento que nasceu de uma relação, nesse momento deixamos de ser investidos pelo outro, somos atravessados pela dor da comoção, da dissolução e da constatação.

 A Dor de Amar necessita de tempo... recolher, enlutar, renascer para então investir em outro AMOR!

Libertar é Sabedoria

"Compreenda que libertar na medida certa é sabedoria e não abandono. Querer que alguém pense como você é desrespeitar a natureza do outro. Pela Lei da Afinidade, sempre que você forçar ou impuser algo a alguém, surgirão pessoas e situações impondo a você também coisas na mesma proporção."

A Lei da Afinidade

Desapegos


Desapego

Os apegos são os anexos. Quanto mais anexos em um e-mail, mais peso. Os anexos surgem com a palavra meu.
Tornar-se desapegado é considerar que nada disso me pertence. Acabar com a consciência de meu é acabar com todas as escravidões. Considere-se apenas um tutor de tudo que lhe é dado em confiança.
Para ficar livre de situações indesejáveis e pensamentos negativos preciso desenvolver desapego. Desapego não é indiferença, apatia ou falta de energia. 
Desapego é um estado que vem da força e da paz interior.
Posso ser amoroso, feliz, cooperativo e ainda ter desapego.
O verdadeiro desapego interior é a habilidade de pensar com clareza e estar imune ao que as pessoas pensam e falam sobre mim. Desapego me capacita a ter mais controle sobre o humor e o estado da minha mente. Também me ajuda a ser mais eficiente no trabalho e diante das situações difíceis ou emergenciais.

Para ser desapegado preciso conhecer meus pensamentos e seus resultados. Desapego co-existe com autocontrole, autodisciplina, e uma mente focada. Desapego traz tal tranqüilidade que circunstâncias externas não conseguem mais me perturbar.
Nem tudo acontece conforme o planejado. Planos às vezes não funcionam. Pessoas não agem como o esperado. Tudo isso pode afetar meu espírito e enfraquecer minha motivação e fé. Mas um estado emocional e mental desapegado me previne disso.
A pessoa que tem desapego não fica afetada diante dos obstáculos. Ela continuará tentando a superação sempre. Amar sem possuir, envolver-se sem depender.
O desapego abandona os rótulos e respeita a sinfonia das personalidades ao redor. 
Elas revelam as riquezas da vida, desimpedidas dos nossos próprios desejos.
Desapego é como o sol que ilumina mas não domina as qualidades de cada um. À distância ele tenta libertar os conflitos da diversidade, mas permanece livre do efeito do resultado.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Chico era KARDEC?

Chico era KARDEC?

Envio texto que escrevi no fórum da lachatre comentando o brilhsante artigo de Dora Incontri ali contido à época sobre Chico ser a reencarnação de Kardec.
Achei importante a mensagem da Dora Incontri sobre este tema.Creio que um dos maiores problemas que esta polêmica levanta é a da "infantilização" ou "fantasismo", colocando os conceitos espiritualizantes sérios da D. Espírita ao lado da fantasia. Doutrina Espírita é algo sério e com seriedade deve ser levado. Chico Xavier pelo que nos informa a obra Eu Sou Camille Desmoulins estava reencarnado como uma menina que pede a a Robespierre que salve seu pai da degola, este não salva, esta menina dura um pouco mais e acaba desencarnando alguns anos mais tarde. Ao que parece também estava envolvido no drama reencarnatório de D. Esmeralda Bittencourt no massacre de São Bartolomeu. Está juntamente com todo um grupo que reencarnou no Brasil no século XX, (Herminio de Miranda, Cesar Burnier, Luciano do Anjos, Waldo Vieira, Zeus Wantuil, Esmeralda Bittencourt, Newton Boechat, Emmanuel, Fabiano de Cristo, Gregório- libertação, Divaldo P. Franco, etc...)
É uma alma antiga, que participou de diversos momentos da História do ocidente, e que através de seus méritos deu um grande impulso ao seu processo evolutivo. Um completista em sua última encarnação mas não era  Kardec. Kardec traz consigo um traço de personalidade próprio e inconfundível como bem salientou a articulista, Dora Incontri. Devemos estar atentos as tentativas infantis de confundir a Doutrina Espirita com um excesso de opiniões pessoais forjadas de comunicação mediúnica. Kardec é Kardec, Chico é Chico, ambos trabalharam, choraram, se sacrificaram para que a humanidade pudesse se espiritualizar. O que com certeza eles mais querem não é que fantasiemos sua passagem aqui na terra, mas que sigamos os seus passos corretos, os seus bons exemplos e aprendamos com seus equívocos a não fazer o mesmo.
Acredito que as pessoas ligadas seriamente ao movimento espírita, e que conviveram com o Chico em seus áureos tempos, poderiam dar-nos as impressões do mesmo quando vivo. A propósito disso, assistimos ao Luciano dos Anjos em palestra proferida no Centro Espírita Leon Denis, palestra brilhante sobre Allan Kardec, informar a quase 2000 pessoas que lá estavam, que Chico Xavier lhe disse pessoalmente que seria a reencarnação de uma das médiuns que trabalharam com Kardec quando da confecção de O Livro dos Espíritos. Creio que essa informação dá um basta as especulações sobre o tema.
Kardec não era Chico, nem foi Elias, muito menos João Batista. Olha só aonde chegamos: Fantasias bíblicas para aqueles que vêem no livro histórico-tradicional a palavra de Deus. Assim, vinculando as figuras bíblicas, ao movimento espírita estaríamos respaldados biblicamente.

Assim, Chico seria Kardec que seria Elias que seria João Batista que foi dito por Jesus ser o maior de todos depois do Cristo. Esquece-se como foram elaborados os textos do Novo Testamento. Esquece-se do resto do texto que dará maior luz sob o contexto de tal afirmação: “Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não surgiu nenhum maior do que João, o Batista e, no entanto, o menor no reino dos céus é maior do que ele.desde os dias de João batista até agora, o Reino dos Céus foi tomado pela violência e violentos se apoderaram dele. Porque todos os profetas bem como a Lei profetizaram até João. E, se quiserdes dar crédito, ele é o Elias que deve vir. Quem tem ouvidos ouça.” Mateus 11, 11-15.Lógico que um texto tem contexto cultural e diversidade de apropriações e interpretações. Portanto, esse breve comentário não pretende ser a verdade no país das teologísses. Mas uma possibilidade de percepção, dentre outras:Jesus está se referindo não a superioridade evolutiva de João batista- Elias, sobre todos os outro seres humanos. Mas afirmando que este indivíduo que fora Elias e depois reecarnou-se como João estava ligado a uma forma de ser profeta: violenta, inflexível e partidária que os não diferenciava, até então, da maioria das pessoas.A partir de Jesus, tudo seria diferente, ele inaugura uma Nova Forma de agir e de ser. Por isso Elias/João, era grande na Terra .


Por isso Elias/João, era grande na Terra mas no plano espiritual, não. Ele não havia atingido o Reino dos Céus que se atinge não cortando cabeças (Elias)ou xingando asperamente as pessoas em erro(João). Mas amando.A mensagem de Jesus inaugura um novo paradigma que efetivamente leva a pessoa ao reino dos céus. “Quem quiser ser o primeiro que seja o Último”, servir ao próximo, amar ao próximo, “Quem é meu próximo?”, Jesus invectiva a renúncia do interesse pessoal e o devotamento a humanidade. Isto posto, vemos que a partir de uma noção errada, calcada em um percepção ingênua de evolução: depois de Jesus “fulano é o mais evoluído do mundo”, logo, fulano é Kardec. Kardec é o espírita mais evoluído, logo ele é Chico. Vamos de meia verdade a meia verdade, perdendo tempo e inserindo a Doutrina Espírita no reino da fantasia.

Abdicamos da ponderação kardequiana, positiva, desapaixonada, para o biblismo apologético. Renunciamos aos estudos, seguimos os achismos, mediúnicos ou não e aceitamos escritos. Está faltando não é pureza doutrinária, coisa que nos tornamos craques, esquecendo que muitos destes puristas zelosos, apenas criam campo para suas versões pessoais, disto ou daquilo. (Nada de novo, a história humana foi e é escrita por muitas dessas disputas de poder que perpassam todas as atividades humanas, inclusive e muito notoriamente, no campo religioso. )Está faltando pautarmos nossas análises com o mesmo bom senso de Kardec, que na introdução do Evangelho seg o Espiritismo avisava-nos da problemática das interpretações dos textos bíblicos e as teologias. O papel aceita qualquer coisa. E podemos ter a opinião que quisermos, o que não podemos é jogar a proposta espírita propugnado por kardec e continuada bravamente por L. Denis, Delanne e durante tantas décadas tão lúcida, amorosa e sabiamente por Chico Xavier ser jogada num conjunto de análises que visam transformar pessoas que dedicaram com muitos esforços, lágrimas e renúncias em santos, quase deuses.

Achismos bem formulados em escritos bem diagramados não se tornam verdades doutrinárias. Mensagens mediúnicas isoladas e emitidas por médiuns que sempre tiveram opiniões pessoais que apenas referendam as opiniões de um médium ou de um grupo, também não. Nem a Doutrina Espírita, muito menos Kardec, precisam dessa verticalização bíblicizista . A Reencarnação é um conceito sério que deve nos levar a reflexões profundas sobre nosso autoconhecimento, nossas vaidades e nossas idolatrias. E não para cairmos em velhas repetições de um passado reencarnatório tumultuado, no qual como sabemos buscava-se ganhar notoriedade politico-social sendo o defensor de verdades doutrinárias absolutizantes.

Podemos ter a opinião que quisermos sobre quem foi a reencarnação de quem, mas e principalmente no caso Kardec-Chico Xavier, pilares do espiritismo brasileiro. Devemos deixar bem claro, a mídia e ao público espírita e não espírita que se trata de opinião pessoal. E a melhor postura, ao meu ver, seria esperar que outros médiuns, menos comprometidos com o tema, oriundos de fora de Minas Gerias, e mesmo de outros países pudessem vir a confirmar tais invectivas, e, só assim divulgar as páginas mediúnicas, sem pressa de rápida divulgação. Como, exemplarmente fez D. Yvonne Pereira no caso das cidades espirituais. Esperou anos até que saísse a obra Nosso Lar para só aí divulgar o seu maravilhoso “Memórias de um Suicida.” E olha que neste caso era um trabalho mediúnico de boa cepa. Desinteressado. O que não ocorre no caso “Kardec ser C.Xavier.” Que : “se non è falso è male trovato”.
Além da declaração de Luciano dos Anjos, que aludi em outra mensagem acima. Outra fonte que poderia nos fornecer respostas sobre este assunto, estão nos textos de cartas não publicados pela FEB, e que são citados como existentes tanto pela autora de “Testemunhos de Chico Xavier”, quanto pelo então presidente da FEB, Francisco Thiesen, ambos declaram existir outros textos, que não poderiam ser publicados naquele instante.
Acredito que, agora seja um bom momento, para aclarar estes e outros assuntos, que naquele momento não foram aclarados, bem como ouvirmos o que Arnaldo Rocha, que conviveu muitos anos com Chico Xavier, sabe sobre o assunto.



sexta-feira, 19 de julho de 2013

tIME LAPSE DE 4 IRMÃS AO LONGO DE 36 ANOS.

Uma maneira especial para se pensar sobre o tempo!!!!
Quatro irmãs tiram fotos durante 36 anos. A gente vai observando a passagem de tempo. as mudanças físicas inevitáveis. Muito interessante.


http://catracalivre.com.br/geral/design-urbanidade/indicacao/as-quatro-irmas-que-tiraram-uma-foto-por-ano-durante-36-anos/

Arrogância

Arrogância.

 Conhecimento veiculado com arrogância, não tenta viver o que acha que sabe.
Se não vive, não sabe. Então, é uma teoria que o faz perder tempo, fugir dos confrontos reais. A arrogância mata o amor pelo conhecimento.
Por outro lado a dedicação daquele que se entusiasma com o conhecimento e o ama, chegando a uma expertise, pode ser visto pelo preguiçoso como arrogância, quando na verdade a arrogância é daquele que não quer "dar o braço a torcer" de que o outro também tem o seu valor.

 O que sabe corre o risco de se transformar em "dono da verdade" e deixar de ser um buscador para se fechar sobre si mesmo: arrogância. O que não sabe, por orgulho, é incapaz de admirar o que o outro tem de bom e destila seu fel, buscando assim se sentir superior ao outro: acusando-o. Nesse jogo de espelhos a saída é "despretender". Abrir mão.

 Estar aberto mesmo que a pessoa não seja essa "Coca Cola toda", assim nos tornamos "sempreaprendentes". Caixeiros viajantes de si mesmo, buscamos em cada porto, cada pouso, cada ser, novas experiências que possibilitem nossa ampliação de saberes, desapego da matéria e aumento dos bons sentimentos.... Não é importante ser importante. É importante vibrar e contagiar, jogar coisas boas noa ar... pelo menos tentar...

Não querer convencer ninguém de nada. Isso não quer dizer que você não tenha suas convicções, mas que está sempre atento ao que o outro tem para dizer.



Sustinho.

http://tvig.ig.com.br/variedades/mundo-animal/girafinha-sai-correndo-apos-se-assustar-com-pavao-8a49800e36eb509001370e4b275f02dc.html

O Homem - Rei da criação. Rei da Destruição.

Imperdível. Esse vídeo é imperdível. Esse vídeo é imperdível. Toda a estrutura de nosso sociedade está assim. Reis de quê? Obesos, estupradores de sensações, colecionadores de coisas, cegos, loucos, carentes, consumistas, maya, matrix, morte em vida. A ciranda da ilusão. A ciranda da desrazão. A prisão. Estamos numa prisão. Coisas ditando o que somos. Comparamos,pisamos e nos isolamos, coisas regrando nossas ações, coisas.... Coisas ditando, hipnotizando, condicionando, aprisionando, apequenando.......

A Super Fórmula





Ao mesmo tempo que assisti o vídeo inteiro com um nó enorme na garganta, eu fiquei super feliz por existirem pessoas que conseguem transformar um momento insuportável de tristeza em felicidade, esperança e otimismo.
Deixe-me explicar.
O primeiro passo na luta contra o câncer é acreditar em sua cura, mas o tratamento é desgastante, dai como explicar isso para uma criança, como você vai fazer ela acreditar que aquele sofrimento, as vezes longo, é apenas passageiro?
Foi ai que almas abençoada tiveram a ideia de criar a Superformula que na verdade são capas de super-heróis para as bolsas de quimioterapia, dessa forma, os profissionais convencem as crianças que eles estão tomando uma Superformula como se fossem pequenos super-heróis em recuperação e passaram a exibir desenhos animados e historinhas em quadrinhos em que super-heróis passam por experiências semelhantes.
Como dito no descritivo do vídeo, essa é uma idéia que está ajudando as crianças em sua própria luta contra um dos maiores vilões do mundo real..
Simplesmente genial, respeito eternos pelos idealizadores dessa ação.
Uma bela idéia para ser repassada. Fé na humanidade restabelecida!

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Jesus chicoteou vendilhões no Templo?


Muitos companheiros apegados as letras bíblicas acham que diante do texto bíblico devem-lhe submissão ou interpretação. 
Desconhecem que à luz da ciência histórica, textos antigos precisam ser analisados e sopesados para terem algum valor histórico, quer dizer algum grau de autenticidade.
É assim que fazemos essa reflexão, a partir do paradigma espírita,  a cerca de um episódio bíblico polêmico. Jesus chicoteando os vendilhões do templo. Esse episódio é narrado em todos os quatro evangelhos canônicos:

João 2:13 a 19:

"Estava próxima a páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. Achou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas, e também os cambistas sentados; e tendo feito um azorrague de cordas, expulsou a todos do templo, as ovelhas bem como os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai uma casa de negócio. Então se lembraram seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me devorará."

Marcos 11: 15 a 19:

"Chegaram a Jerusalém. Entrando ele no templo, começou a expulsar os que ali vendiam e compravam, e derrubou as mesas dos cambistas, e as cadeiras dos que vendiam as pombas.Não permitia que ninguém atravessasse o templo, levando qualquer objeto, e ensinava, dizendo: Não está escrito que a minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? mas vós a tendes feito um covil de salteadores.Ouvindo isto os principais sacerdotes e os escribas, procuravam um modo de lhe tirar a vida; pois o temiam, porque toda a multidão estava muito admirada do seu ensino. Quando chegava a tarde, saíam da cidade."


Matheus 21: 12 e 13:

"Jesus entrou no templo, expulsou todos os que ali vendiam e compravam, derribou as mesas dos cambistas, e as cadeiras dos que vendiam as pombas;e disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a fazeis covil de salteadores."

Lucas cap. 19: 45-48:

"Tendo entrado no templo, começou a expulsar os que ali vendiam, dizendo-lhes: Está escrito: A minha casa será casa de oração, mas vós a fizestes um covil de salteadores.Todos os dias ensinava no templo; mas os principais sacerdotes, os escribas e os principais entre o povo procuravam tirar-lhe a vida, e não sabiam o que haviam de fazer; pois todo o povo o escutava com muita atenção."

Vemos assim que o relato se inicia afirmando que Jesus visitou o Templo de Jerusalém, o Templo de Herodes, cujo pátio é descrito como repleto de animais e mesas dos cambistas, que trocavam o dinheiro padrão grego e romano por dinheiro hebraico e de Tiro1 . A cidade estaria lotada com judeus que tinham vindo para a páscoa, algo em torno de 300.000 ou 400.000 peregrinos.
Fazendo um chicote com algumas cordas, «...expulsou a todos do templo, as ovelhas bem como os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai uma casa de negócio.» (João 2:15-16)."

Muitos afirmam que Jesus não teria batido ou surrado alguém, os textos não explicitam isso. Outros alegam que só um dos textos fala em chicote. 

Com relação a primeira afirmação perguntaríamos: como se expulsaria alguém com um chicote de cordas sem o uso da violência ou da virulência?

E a segunda afirmação perguntaríamos o seguinte: conseguiria Jesus em meio a uma multidão tumultuada, expulsar pessoas, barracas, vendedores, cambistas, animais, subindo em um púlpito, pregando, falando?

Visualizemos imaginativamente o cenário e entenderemos que não seria possível uma ação de tal monta: expulsar, sem que houvesse um ato de virulência, como retratada em João.
Muitos companheiros afirmam que Jesus não teria ferido ninguém ou que ele teria feito, na verdade uma expulsão pelo impacto de sua presença. Respeitamos tal posição, mas se quisermos acreditar ou dar crédito nesse episódio, vamos ser claros, não é assim que eles são biblicamente narrados.

A grande questão é que  se o episódio for autêntico Jesus não é tão superior como muitos ou a maioria dos escritos psicografados nos fazem crer. 

Esse episódio não deveriamos de fato dar muit aimportância, visto que como nos alerta Kardec, as questões polêmicas do Evangelho não importa. E sim, as aplicações morais e éticas que dali poderemos sorver...

Em seu livro "A Gênese, capítulo 1, Kardec reflete:

 "A característica essencial de qualquer revelação tem que ser a verdade. Revelar um segredo é tornar conhecido um fato; se é falso, já não é um fato e, por conseqüência, não existe revelação. Toda revelação desmentida por fatos deixa de o ser, se for atribuída a Deus. Não podendo Deus mentir, nem se enganar, ela não pode emanar dele: deve ser considerada produto de uma concepção humana."

Oras, o Ser que criou o planeta (segundo Emmanuel e outros desencarnados) não surraria ninguém. Violência ainda que esteja escrita em "livros sagrados" não se justificam. Nenhuma ato que vá contra o ser humano, diga o que disserem, argumentem o que for, não se justifica.
Falamos em nossos estudos, principalmente para os que chegam, Critério número um para saber se uma ideologia está equivocada ou se uma ideia ou ação está equivocada: Ir contra o Ser Humano. 
A violência não se justifica, nem mesmo a uma pessoa de má conduta. A ela, o melhor é a prisão se for o caso, a justiça, a repreensão verbal. MAS AGRESSÃO FÍSICA NÃO.

O processo evolutivo é lento e as consciências aprendem com o erro. Um ser superior tem paciência e compaixão. Se existem relatos que este ser agiu assim, num ato de agressão ao que pensa diferente dele, em duas uma, ou ele não é superior e vive de fama, ( aliás, é isso que o Waldo Vieira afirma, falando inclusive desse episódio. ) Ou os relatos atribuídos a ele são fictícios, construídos com as expectativas e percepções da época do que seria digno a um messias.

Uma lógica simples. Os vendedores vendiam com a anuência do Sinédrio. Um ato desses seria, por si só, motivo para ser condenado, preso, interrogado. Um homem sozinho não conseguiria simplesmente sair chicoteando comerciantes sem ser preso ou morto pelos soldados. Precisaria de um número grande de pessoas para agir livremente.

Não havia liberdade na época para isso. Só por aí, se vê que esse episódio é mais lendário que real. Em geral, nos relatos sobre o Cristo, ficamos com a questão de serem relatos orais. Boa parte dos evangelhos oficiais foram construídos à luz do que se esperava de um Messias na ótica pensamental de quem os relatava e escrevia. A memória é seletiva e em sua reprodução envolve o rememorado com as crenças e expectativas daquele que a lembra. Se o fato lembrado ou narrado ou replicado envolve devoção religiosa a tendência é a figura narrada herdar os valores e as representações daquele que a narra. O replicador não o faz com maldade, mas por que lhe é impossível narrar um fato fora de seu zeitgeist, ou seja de acordo com nossos conceitos íntimos da realidade. Interpretamos os episódios que nos rodeiam a partir de nossas próprias concepções, princípios, conceitos e valores. 

Então uma boa contribuição da história a todos que estudam o passado religioso ou não é entender que  não é possível uma interpretação pura de qualquer fato pelo ser humano, em tudo entrará suas projeções, sua inserção À sua época transforma os fatos ao sabor de sua percepção da realidade. Portanto, A Verdade Absoluta do passado NÃO é possível ser trazida aos dias de hoje. Sempre haverá defasagens, coisas mau compreendidas, coisas perdidas que encaixavam eventos,etc.

O pesquisador contribuirá a análise do evento histórico ou da personalidade histórica através de perguntas e modelos que possam ampliar a visão sobre determinada época. È um trabalho investigativo, onde as fontes são interrogadas e postas a falar a partir de diferentes perguntas, métodos de análise, formas de entender a realidade...

Ao que parece, os relatos dos apóstolos de primeira hora. Não estavam preocupados com biografias, mas com os ensinos. Estavam mais preocupados com a proposta de vivência do amor profundo que era proposta nos ensinamentos que Jesus pregou.

Mais tarde, é que a necessidade e de muitos de adorar e não de seguir fizeram com que as pequenas exortações éticas do Cristo, ficassem nubladas com um” realismo biográfico fantástico”.
Ao que parece os escritos originais não faziam referências a milagres, ressurreição. 
Eram Frases profundas e por vezes enigmáticas para quem não tem o explicador para esclarecer. Como se vê no evangelho de Tomé.

Então, AO MEU VER, fica difícil de afirmar o que for quando se trata de biografia de Jesus. Por isso um sábio no século XIX escreveu logo no início de sua obra sobre comentários do evangelho que não se ateria as questões da biografia de Jesus que são polêmicas e que no final das contas fica ao gosto das teologias e da percepção, crença, ideia, que cada um tem.
Que se ateria principalmente as questões éticas. Aos ensinos morais e éticos de Jesus. Esse sábio de nome Allan Kardec, sem saber nada sobre os ditos de Jesus contidos no Evangelho de Tomé ou sobre o Evangelho de Q, que foram achados que só surgiram no século XX e ele morreu em 1869. Kardec ao escrever sua obra se aproximava da mesma intenção que movia o expositor desses ditos, Jesus. Vivência no Amor e na solidariedade e não blá, blá, blá teológico...
Teologias, biografias de terceira mão, ok, tudo bem, tudo bem, a gente gosta, especula, cria inimigos, antipatiza, degola, cria guerras, manda para fogueira, etc...|

Mas o Evangelho de “Q” está aí para mostrar que quem, como Kardec, ao buscar se ater as questões que interessam à felicidade do ser, da solidariedade, do amor e da pacificação íntima se aproximou mais das ideias iniciais do propositor das ideias cristãs, o próprio Jesus Cristo, e, Jesus Cristo ao falar sobre o amor encontra hoje eco nos especialistas de saúde mental que em uma só vez dizem como os bons sentimentos, a fraternidade e o altruísmo fazem bem para o ser humano. E, como as doenças físicas ganham campo e se ampliam na ausência desses sentimentos....

Kardec, lucidamente, logo no início de sua obra" O Evangelho segundo o Espiritismo" deixa claro que sua proposta é de tentar se ater aos ensinos essenciais e não as ações míticas cheias de projeções psicológicas , interpretações, reinterpretações e interpolações.

Por isso, AO MEU VER, ele acertou. e quer saber, eu concordo com ele, O W. Vieira que me desculpe, mas não me importa se Jesus chicoteou alguém ou não, casou com Madalena, se nasceu de uma virgem se era essênio, se foi a Índia, se havia dois ou três pessoas na época que viveram o conjunto de coisas que foram atribuídas ao Jesus, nesse sentido, vejam a intrigante biografia de Apolônio de Thiana, por exemplo, dá o que pensar... 

Essas coisas são especulações interessantes, algumas, intrigantes outras, mas o essencial mesmo é saber que somos incapazes de saber a história verdadeira dos fatos passados, podemos apenas, através dos indícios, fontes e perguntas, checar eventos, diagnosticar, reconstruir possibilidades e descartar outras, mas sem a pretensão de deter a verdade absoluta. 
Novas perguntas podem inviabilizar visões anteriores, postas então como ultrapassadas. E, a continuidade da pesquisa poderá inclusive, trazer análises antigas que haviam sido descartadas, mas que a luz de novos achados e novas interrogações retomam seu lugar ao sol. Mas se à luz da história muitos eventos devem ser postos em quarentena com relação a se partir dele para a construção de dogmas, teologias e críticas. O amor o próximo e o perdoar setenta vezes sete, é claro, límpido e pode ser entendido por todos.

Infelizmente chicotear ao meu ver não é uma questão de contexto. Jesus foi severo  muitas vezes, mas esse episódio é  agressão e agressão  é agressão em qualquer época. 

Item 638 L.E:" (...)O mal não é menos mal por ser necessário;(...)"


O episódio historicamente falando é furado. Jesus não era nenhuma autoridade rabínica do Sinédrio para tentar acabar com o comércio em seu entorno. Jerusalém era fortemente guardada pelos guardas do sinédrio, de Herodes Antipas e pela guarda romana. Se o Cristo tivesse feito tal ato não sairia incólume da situação. 

Outra coisa, a visão tradicional do Templo de Jerusalém é que lá o Deus Iaveh, o deus dos hebreus falava com o Sumo Sacerdote, lá era a tenda de Iaveh, o deus dos hebreus. Visão antiga que existia na maioria dos povos antigos. O deus habitando um lugar. Assim era com hindus, romanos, gregos, etc..

A noção de Reino de Deus não ser um lugar, essa noção era o discurso de Jesus. Ele desconsidera completamente o Templo então por que se escandalizar com algo que ele mesmo veio se contrapor?

 Jesus rompe  essa visão ao mandar seus discípulos a todos os cantos. Pregar que o templo ou o Reino de Deus  não era um lugar desvalorizando o templo físico e se colocando acima dele. Reitera isso, posteriormente ao chamar Paulo de Tarso, que como se sabe, teve como missão espalhar o cristianismo para além dos judeus, ou seja, “desjudaizar” os seus ensinos. Deixando claro que Jesus não estava preso à tradição rabínica e suas valorizações e, não me lembro agora, mas tenho quase certeza que Jesus nunca afirmou nada referente ao Templo que concordasse que lá era o lugar que Deus estava. Mas isso não posso afirmar 100%, mas ACHO que não.

 Então, valorizar o Templo de Jerusalém vai na contramão do próprio projeto do Cristo que não tinha interesses diretos numa reforma do Templo de pedra ou do judaísmo, mas numa reforma ética do ser humano, independente de quem ele fosse. Daí a criação das “casas do caminho” e todo o movimento de solidariedade que se inicia a partir de suas predigas. 
Essa valorização do Templo ocorrida nesse episódio, usando da lógica histórica é portanto deveras improvável, por que tal ato provavelmente o levaria a morte, abortando sua trajetória na Terra. QUe teve, como sabemos um projeto que se contrapunha a própria noção do deus tribal Iaveh e sua morada no interior do Santo dos Santos.

Tudo isso nos leva a crer que esse episódio destoa do projeto do Cristo. Essa valorização do Templo seria uma valorização de algo que não passa pelo projeto que o Cristo implantou com as casas do caminho e ao chamar Paulo de Tarso, daí ser algo mais para um enxerto do que algo que realmente tenha acontecido.

Herculano Pires de certa forma esta mostra como o Cristo veio dar um salto no processo mental das pessoas. Daí que acreditar que ele tenha valorizado o Templo físico de Jerusalém, ao ponto de perder alinha, sair no destempero, seria na verdade um retrocesso. Valorizar o que veio ultrapassar....

Ele vai nos relatar em sua excelente obra “ O Espírito e o Tempo” essa diferença evolutiva de percepção da divindade do Cristo para a crença hebraica tradicional e primitiva aqui:
 "As diferenças fundamentais existentes entre o Deus bíblico dos hebreus e o Deus evangélico dos cristãos decorre da diferença de "horizontes". Jeová é um deus mitológico, em fase de transição para o "horizonte espiritual".

"Jeová ordena matanças, misturando em sua natureza características humanas e divinas. Protege especialmente um povo, uma raça, com ferocidade tribal, e se não exige mais os antigos sacrifícios humanos, entretanto exige os sacrifícios animais e vegetais. Suas monumentais narinas, embora invisíveis, dilatam-se gulosas, como as de Moloc, aspirando o fumo dos sacrifícios. No Templo de Jerusalém, à maneira do que acontecia com os templos gregos, havia locais especiais para os sacrifícios sangrentos e os incruentos.(...)"

"Jeová se depura, e com ele se depuram os ritos do seu culto, que por fim se transformam na "adoração em espírito e verdade", de que falava Jesus."

 Livro O Espírito e o Tempo, capítulo II, Herculano Pires.

Quanto ao fato de autores como  Pastorino citarem esse episódio como tendo acontecido não é nada demais, eu discordo dele a partir da experiência que tive ao lidar no campo da história com o Jesus histórico. Os evangelhos canônicos não foram escritos por quem diz ser seu autor. Os originais desses evangelhos mais antigos não são do século I sequer. Ao que consta uns tiraram coisas de outros mias antigos e a maioria bebeu na fonte do Proto evangelho de Mateus. Daí os episódios que se repetem. 

A obra maravilhosa de Pastorino tinha a intenção de traduzir e comentar as traduções ao sabor de sua erudição, não tinha um viés historiográfico de questionar as fontes propriamente dito. Como não li toda a obra, não posso afirmar, mas devem ser raros as ocasiões em que ele questiona algum episódio, não sei bem. Só sei que essa não era sua intenção. Ele se propôs a traduzir e comentar...e a obra é maravilhosa do jeito que foi feita. 

Em geral, olhando com um viés mais histórico muito do que foi escrito serviu para reafirmar versões e visões do povo da época. Essa visão do Jesus másculo era uma necessidade da época e de vários outros momentos para se contrapor a uma série de insinuações e chistes. Além do que a sociedade  via o messias assim. Agressivo e vingador de Deus. Essa versão violenta foi utilizada pela Igreja, por nós, ao longo dos séculos medievais para respaldar nossos pontos de vistas e calar os adversários, Hipácia que o diga.... 

No campo da história não existe a verdade absoluta provada. O historiador sabe que ele detém uma verdade de ponta, bem trabalhada e cotejada,  mas que pode ser aperfeiçoada e até mesmo posta de lado, mais na frente. O trabalho da pesquisa do passado é um trabalho em que se coloca sobre o ombro de gigantes, ou seja, sempre há um grande historiador em que se sobe para olhar mais longe. 

Novas perguntas e novas circunstâncias podem abrir a mente para novas possibilidades. O que fiz em cima, ainda que muito mal e porcamente por não ser um profundo especialista em cristianismo (meu negócio é o estudo do paganismo antigo  e sua magia)  e muito limitadamente foi isso. Busquei mostrar que históricamente esse episódio não fecha bem. E se contrapõe filosoficamente ao que se sabe era a proposta do Cristo, como bem explicitou Herculano Pires em sua obra "O Espírito e o Tempo.



Pensamento, palavra e ação



"Pensamento, palavra e ação, juntos na mesma direção, trazem paz e equilíbrio, ao coração"

A geometria da natureza!


Simetria Divina. A presença do Grande Arquiteto Universal nos mínimos detalhes. 

Bernard Madoff and the Bull.



Impressionante.

 Essa escultura tem humor, realismo e algo de quadrinhos. Realmente impressionante. Está sendo exibida em Pequim, China. E é uma crítica ao mercado financeiro. Chama-se Bernard madoff and the Bull.

Adultização precoce


Pior que é. Essa coisa da criança querer ser adulta só causa dor de cabeça antecipado. Educar o que é? Estabelecer limites, passar valores, ensinar o que é o mundo, a vida, mostrar caminhos, limitar os assédios midiáticos que querem consumir-nos em sua sanha por lucros, lucros, lucros... Não estabelecer os limites e dar aos filhos e deixá-los vivendo como se fossem adultos não trará felicidade no futuro. Só frustrações..

Veja o tipo de jornalismo da VEJA.


Veja antes que tirem do ar.
Veja e dê um basta em sua credulidade às mídias. Se você assina a veja, reveja. 
Aprenda: não se acredita numa coisa só por que está escrito.
E se for escrito pela VEJA, redobre seu questionamento...



A Autenticidade mediúnica de Chico Xavier - O caso Hermes Fontes

Chico Xavier um médium humilde que cercado por pessoas milionárias, NUNCA utilizou-se disso para ficar rico.
Chico em sua simplicidade nunca precisou ficar relatando os inúmeros casos mediúnicos que dava testemunho, DIÁRIAMENTE. Sua mediunidade, linda, bonita e simples têm um número imenso de testemunhas. Esse caso, lindíssimo ao meu ver, expressa bem o Mediunato extraordinário de Chico Xavier.

O Caso Hermes Fontes


Gilberto Campista Guarino


Desembargador, Escritor, Organista e Professor emérito.

Centro Espírita Luiz Gonzaga. Cidade de Pedro Leopoldo, Minas Gerais. Chico apressava-se para a reunião da noite, dentro em pouco. Nesse ínterim, já haviam chegado a Belo Horizonte duas senhoras muito distintas, travando relacionamento na classe médica da capital. Um médico havia que, por seu lindo caráter, seu conhecimento e sua cultura, chamava a atenção de todos. Era o Dr. Melo Teixeira. Ele, as duas senhoras e um terceiro médico resolveram excursionar por Belo Horizonte. Conversando animadamente, o automóvel rodou até Pedro Leopoldo. Uma das senhoras, ouvindo pronunciado o nome da cidade, perguntou se não era, porventura, a terra de Chico Xavier… O interpelado disse que, naqueles mesmos minutos iria ter início a sessão, no Luiz Gonzaga. Para lá se foram. (Observe o leitor o desfecho que, habilmente, a Espiritualidade preparava…) Chegaram, entraram e o Dr. Melo Teixeira dirigiu-se a Chico, que não o conhecia. Apresentaram-se, em termos gerais, só declinando o nome o conhecido médico, os demais referidos como amigos. Chico, como de costume, após dizer-se honrado pela visita ilustre (o Dr. Melo declinara sua condição de catedrático de Psiquiatria, crítico literário), indicou os lugares para todos, lugares esses que se constituíam em vários bancos e toscos caixotes, sob um teto de palha e sobre um chão de tijolos, faceando grande mesa, coberta por toalha branca, trazendo o nome “Luiz Gonzaga”. O Dr. Melo Teixeira tomou assento à esquerda de Chico; referiu-se, para a direita, mostrando um lugar para a esposa do médico (Chico desconhecia inteiramente os lances do episódio); mais adiante, fulano e beltrano; cicrano, ainda à frente. Após o receituário, o médium grafou inúmeras mensagens, sob o desconfiado olhar do visitante, que se traía surpreso, diante de tal velocidade. O papel era de padaria, havendo diversos lápis com ponta muito bem feita. Chico pegava um lápis… deixava-o; pegava outro… deixava-o… enquanto alguém ia virando as folhas já psicografadas.
Terminada a reunião, após a leitura de mensagens e receitas, Chico parou, virou-se, e disse, timidamente, ao Dr..
“— Dr. Melo, o senhor vai me perdoar, mas houve uma confusão muito grande, que eu não pude compreender…”
“— Eu tenho aqui um soneto de Hermes Fontes, dirigido à sua viúva, que ele diz estar presente aqui, e ser aquela senhora.” (Apontou para aquela que ele, Chico, dissera ser a esposa do Dr. Melo).
“Tinha-se a impressão”, diz César Burnier, “que uma pedra havia caído num imenso reservatório de água: as lágrimas jorraram dos olhos da infeliz senhora, comovendo a todos, e enchendo de espanto o recinto singelo e desataviado. O Dr. Melo, atônito, quase desconcertado, olhou para todos os lados e disse:
“Deixe-me ver o soneto, Chico…”
“Leu-o, primeiramente, em silêncio. À medida que o fazia, todos pressentíamos em seu semblante indescritíveis emoções. A testa vincada, tinha lívido o rosto… Súbito, ele, que era um homem honesto e leal ao extremo, vira-se para o público, que era reduzido, e confessa, fortemente chocado, o que se segue:
“ — Meus amigos… Se eu andasse atrás de uma prova definitiva, comprobatória mesmo do mediunismo, jamais a encontraria como a encontrei aqui, neste instante. Ela veio às minhas mãos, sem esforço algum. Eu não conhecia Chico Xavier; Chico Xavier não me conhecia, e muito menos sabia que a ilustre senhora que aqui se encontra é viúva do grande poeta Hermes Fontes. Vou ler o soneto, e quero dizer ainda aos amigos que, neste soneto, Hermes fontes faz referências ao seu autoextermínio, motivado por inúmeros problemas, envolvendo o desalento familiar. Preciso notar ainda: EU CONHEÇO TODA A OBRA DE HERMES FONTES, e a conheço muito bem. O estilo é cem por cento o do poeta inesquecível. Todas as características poéticas estão profundamente assinaladas na peça. Este soneto só poderia ter sido produzido pelo Espírito do nosso querido Hermes. Vou lê-lo, para cumprir um dever de honra.”
E a voz ecoou, comovida, no pequeno recinto:

( — Para X, que está na sala — )


“Não condeno o teu dia de ventura,
Dessa ventura que eu antegozei
Em meus sonhos lindíssimos de rei,
Que em prazeres as mágoas transfigura.

Eras a luz suave, terna e pura,
A encantadora estrela que eu amei,
Sonho divino, que idealizei
Em meu mundo de sombra e de amargura.

A teu lado busquei amparo e um ninho,
Tomando, ávido, a mão que me estendeste,
Num grande e abençoado afeto irmão.

E deixaste-me, só, no meu caminho…
Mas há nest’alma, que não compreendeste,
Uma fonte sublime de perdão.”
.Hermes Fontes


Se o leitor acompanhou atentamente os leves traços fonteanos que nestas páginas ficaram, mais anteriormente, decerto recorda-se do “Buena-Dicha”: “Para amar — procurei o bem, no afeto (AO TEU LADO BUSQUEI AMPARO E UM NINHO) (TOMANDO, ÁVIDO, A MÃO QUE ME ESTENDESTE NUM GRANDE E ABENÇOADO AFETO IRMÃO //) “Para sofrer levei a Cruz e o Andor //…) POR SUA PARTE / MENTIU-ME O AMOR. TUDO MENTIU … EXCETO / A DOCE MÃE DOS IMORTAIS, A DOR!)”

Impossível negar!… Ninguém o negaria… Mas, por que, então, o silêncio e o olvido de tantos e tantos anos em torno de tão emocionante acontecimento?!… Talvez para que, neste cinquentenário de amizade e respeito, de AMOR… que não mentiu, o soneto de Hermes Fontes brotasse dos alfarrábios de César Burnier, fazendo com que nossos próprios sentimentos fremissem de júbilo, tremessem de alegria. Mais de 30 anos no olvido, até que…
… “um dia “, torna a falar César, “em 1968, fui a uma sessão de materialização, que não se realizou; porque nossa querida médium, sofrendo a interferência espiritual na barca que atravessava a baia da Guanabara, dormiu a sono solto, atravessando de Niterói para o Rio inúmeras vezes. No entanto, levara comigo um pequeno gravador, já antigo, mas em bom funcionamento. No meio da conversa, estimada senhora, de chofre, me diz:
“— O Sr. sabe…”
“— Sim…”
“— Vi um soneto uma única vez, e, encantada com sua beleza, decorei-o, quando o Sr. Leopoldo Cirne para mim o leu, de imediato, como se tivesse tirado uma fotografia mental dos versos. E dele jamais me esqueci: até hoje o guardo.”
Como estivéssemos em ambiente espírita, franco e interessado nas coisas do “outro mundo”, perguntei-lhe que soneto era aquele, afinal. Ela insistiu em não deixar seu nome ligado ao episódio, mas arrematou:
“É, de fato, o soneto…
“Pois não”…
“…O soneto era de Hermes Fontes.
“De Hermes fontes?”, perguntei eu…
“Sim, de Hermes Fontes…
“Gosto muito de Hermes fontes. De que trata o soneto?
“Ele foi recebido em Pedro Leopoldo, na presença do Dr. Melo…
“Melo Teixeira?!, cortei-lhe, aos saltos, a voz…
“Sim… conhece-o?…
“Prossiga por favor…
“É um soneto dedicado à viúva do poeta…
“Não é possível, interrompi eu, novamente. Milha filha… este soneto está desaparecido há anos e anos… Ninguém lhe tem a cópia. A última vez que o vi, há muito tempo, estava já puído, dentro da carteira do Dr. Melo Teixeira. Ele desencarnou e o soneto perdeu-se. Pelo amor de Deus… vamos até a copa… a senhora precisa recitar para mim este soneto… vou gravá-lo.”
E assim foi. O soneto surgiu. De 1968 para cá, esteve quase perdido nas bibliotecas de César Burnier. Até que, novamente, veio à tona: Uma fita, um rolo antigo, gravado ainda em 50 ciclos, a tessitura vocal ligeiramente prejudicada, mas… lá estava… e aqui, por vez primeira, ficou.
Hermes fontes terá, logicamente, acompanhado todo o episódio. As personalidades se fundem. A vida não cessa.