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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A Vida exige Coragem e Responsabilidade, não culpas.

                                                  
Maravilhoso artigo, tive que compartilhar.

Anderson.
  


                                                                
Ser Feliz dá Trabalho

Jaqueline Reyes


Já tiveram a sensação de que as pessoas estão escolhendo sofrer ao invés de viverem e serem felizes?

Ouço muito gente a “reclamar” de que “agora não é a hora”, “isto não é suficiente”, “deveria ter sido assim”…enfim milhares de “desculpas” com o mesmo propósito: boicotarem-se.


Se perguntar para as pessoas que vc consideram um “exemplo” de realização, vai verificar que todas elas tiveram que abrir mão, perdoar, aceitar e trabalharem muito em muitos aspectos para conseguirem o equilíbrio entre o sonho e a realidade.


É interessante ver as pessoas passarem a vida na procura da “alma gêmea”, e esquecendo-se de viver, amar e ser amado, tudo em função da(o) “tal”. E se por acaso tiver a sorte de encontrar-la(o), vai deixa-la(o) ir porque o medo de se envolver com esta pessoa é demasiado grande, os riscos são imensos, porque numa relação de amor não há rede de segurança e nem garantias.


Amar e controlar não fazem parte da mesma equação.


Vejo pessoas de muitas idades que olham para o passado e descobrem que por medo ou por “pré-conceito” não se permitiram viver o amor.


E o preço disto muitas vezes são as famílias disfuncionais, ou crianças com padrões de comportamento distorcidos.


Por outro lado, vejo inúmeros casamentos pela “metade”. Está se perguntando o que é um casamento pela metade?


Casamento pela metade, é aquele onde as pessoas entram já sabendo de antemão que não estão de todo envolvidas. O que está em questão aqui, é se o outro sabe e aceita esta meia relação, ou se vc para além de se enganar está enganando o outro?


O medo de errar faz com que se erre, tão simples quanto isto. É a lei da atração no seu melhor.


Se não queremos viver os “casamentos” dos nossos pais, por qualquer que seja a razão, precisamos primeiro entender que os dois tiveram escolhas, e que nem sempre aquele q desiste é o mal da fita… muitas vezes é preciso tanto ou mais coragem de sair fora de uma relação meio viva, que consome em discussões, em desilusões… Portanto não é julgando que aceitamos, mas é se colocando no lugar de cada um… não há vítimas, existem sim pessoas que adoram o papel do frágil para poderem “manipular” consciente ou inconscientemente os outros e com isto obterem o que precisam: atenção, amor… o que quer que seja.


Uma coisa é escolhermos aprender e viver  com o  que se têm, outra bem diferente é por “medo” não abrir-se para viver.


Não sei quantas vezes por medo deixei de fazer montes de coisas, algumas dou graças a Deus e outras estou aprendendo a viver com o preço delas.


Hoje, vejo que as nossas escolhas podem ser feitas a toda hora, e que não existe hora certa ou errada… existe um momento onde precisamos escolher e depois pagar o preço da escolha.


Mas é duro ver isto em pessoas que têm tudo para serem felizes… é um sentimento de aceitação que ando aprendendo.


Não sei se existe uma regra ou um código com diretrizes do que se fazer ou não se fazer, mas é certo que dentro de cada um de nós há uma chama que clama por ser vivida.


Viver esta chama, é dar o salto e trabalhar para ser feliz.


Eu acredito num Deus fantástico, e por isto mesmo acredito que todos nascemos para sermos felizes e realizados. Mas isto dá muito trabalho, e esta é a nossa parte no acordo de nascer/viver/morrer.


Se quiser pílula dourada, vai perceber que não existe… mas se quiser trabalhar em si e na sua vida, vai perceber que existem montes de pessoas que podem ajudar… sendo a primeira delas vc mesma.


Fica o desejo de escolhas felizes!



Jaqueline Reyes


Na íntegra aqui: http://jaqueline.reyes.zip.net/


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Tempo




Tempo, tempo, tempo.

É verdade.
Somos tão imaturos...
Por isso não dominamos o tempo
Por isso ele passa tão de repente
E a gente não o domina
Ele passa como areia entre nossos dedos
Somos inábeis,
Instáveis,
Miseráveis
Preguiçosos
Acomodados
Evolução se dá nas ações
Omissões emperram a alma
Tudo passa incontrolável
O tempo, a matéria, a vida...
Quando nos damos conta: decepção.
Decepção por que não dominou
No tempo que foi dado para dominar
Passou.
Cronos devorou.
E ele foi feito para se aproveitar
Cada momento, tempo de amar...
Nos deixamos levar
Mais uma vez,
Pelo canto da sereia
Do ego em defesa
Que nos dá como sobremesa, sua tirania.
Que implantada, nos leva a “maya”
A teia mayávica que não nos deixa entrever
O real.
Incapazes de separar, o real do irreal,
O sério, do não sério,
O que nos alavancará, do que nos afundará,
Manipulados, assediados,
E quando agimos de forma como tratados de morais preconizam
Nos achamos o tal,
Sou santo
Merecedor do céu e das promessas
Que aos santos são prometidas
O dever para se sentir bem
Se torna algo anormal
Santificada, digna de casas e árvores
É.
O tempo passa e a maturidade não acontece.
A criança exigente, carente, medrosa, nos molda
A exigir mais r a querer...
E quando se dá conta,
Tá na hora de morrer.

Anderson.
18/06/2000



quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Duplo Etérico segunda parte

O Duplo Etérico 1º parte- metodologia espírita de análise dos fenômenos

Celtic Mystique The Cliffs of Doneen

UMA ORAÇÃO AO ETERNO QUE MORA NOS CORAÇÕES (Uma Viagem Espiritual na Doçura de um Olhar Silencioso)



                                                     

UMA ORAÇÃO AO ETERNO QUE MORA NOS CORAÇÕES
(Uma Viagem Espiritual na Doçura de um Olhar Silencioso)

Que você encontre o amor mais lindo dentro do seu próprio coração.
Que você veja seus filhos como presentes do Eterno.
Que você ainda se encante com as coisas mais simples da vida.
Que você não se iluda com as luzes temporárias do mundo.
Que você saiba tirar sábias lições de vida dos reveses.
Que você perdoe, mesmo que ninguém entenda.
Que você veja cada dia como uma bênção de luz e recomeço...
Que nada possa afastá-lo de seus melhores propósitos.
Que você escute música e se sinta agradecido.
Que você não se esqueça de seus pais e honre-os com sua atenção.
Que você seja justo, sem jamais perder seu coração e sua canção.
Que você não se apegue ao passado; há tanta coisa para aprender...
Que você não se esqueça de quem lhe ajudou; gratidão é sabedoria.
Que você conserve seus amigos verdadeiros; eles são joias de sua vida.
Que você segure seus filhos no colo, como o Eterno segura as estrelas.
Que você veja seu parceiro (a) como um presente da vida.
Que você chore, se for preciso, mas que suas lágrimas sejam lindas.
Que você ria, principalmente de si mesmo; alegria é fundamental!
Que você não tenha ódio em seu coração, pois isso empobrecerá sua canção.
Que você supere suas provas, com coragem e inteligência.
Que você abra seu coração para o Amor, como a flor se abre para o sol.
Que você beije alguém amado como os raios solares beijam as flores.
Que você faça Amor com Luz nos olhos e gratidão pelo presente.
Que você não prenda quem quer ir embora... Amor não é gaiola!
Que você se atreva a ser você mesmo, mas sem arrogância!
Que você jamais se esqueça de que há um Poder Maior em todas as coisas.
Que você ore, em Espírito e Verdade, sem medo de se abrir para o Céu.
Que você converse com o Eterno, de coração a coração, sem dramas.
Que você olhe para a lua cheia, extasiado, como uma criança.
Que você sinta o cheiro do café e se sinta cada vez mais vivo.
Que você tome um chá de olhos fechados e pense em algo bom.
Que você se recicle, se areje, para não criar teias de aranha em sua vida.
Que você tenha a idade que seu espírito lhe disser, sem medo de rugas.
Que você não envelheça sem amadurecer; jamais deixe de rir de uma piada!
Que você sempre trate bem a sua criança interior; criança é vida!
Que você sempre desconfie quando a música não o encantar mais.
Que você perceba o perigo de ser tomado pela irritação descabida.
Que você não perca tempo com fofocas e nem se exaspere com tolices.
Que você saiba valorizar pessoas de energia limpa e toques legais.
Que você se atreva a andar com um sol na cara e um grande Amor no peito.
Que você não se engane com as aparências; há muita gente boa neste mundo.
Que você não olhe raça, religião, sexo ou cultura; veja o Eterno em cada Ser.
Que você jamais ache que perdeu algo ou alguém; o Todo está em tudo!
Que você sinta o que senti ao escrever tudo isso, em Espírito e Verdade.
Que você veja Luz nessas linhas; a mesma Luz que está em seu coração.
Que você sinta um Grande Amor; o mesmo que me fez escrever...
Que você escute alguma canção querida e se sinta muito bem.
Que você seja feliz, mesmo que ninguém entenda.

Wagner Borges

sombras...



O grande psicólogo suíço C.G. Jung dizia que a sombra é a pessoa que preferiríamos não ser. A sombra pode ser vista em alguém da família a quem mais julgamos, no funcionário público a quem condenamos, na celebridade que nos faz manear a cabeça de desgosto. Se compreendermos isso corretamente, chegamos à surpreendente percepção de que a sombra é tudo o que nos irrita, horroriza ou descontenta em relação às pessoas ou a nós mesmos. Com essa sabedoria à mão, começamos a ver que a sombra é tudo que tentamos esconder daqueles que amamos e tudo o que não queremos que os outros saibam a nosso respeito.

Nossa sombra é feita de pensamentos, emoções e impulsos que julgamos excessivamente dolorosos, constrangedores ou desagradáveis de aceitar. Portanto, em vez de lidar com eles, nós os reprimimos - e os lacramos em alguma parte de nossa psique, para que nãos eja preciso sentir o peso e a vergonha que carregamos por conta deles.

Debbie Ford




Quando o amor foi insuficiente




Quando o amor foi insuficiente

:: Bel Cesar ::


Você sente que recebeu amor suficiente quando era criança? Cada um, a seu modo, tem uma história para contar... Basta escutar os enredos que surgem quando sonhamos dramas baseados no abandono e na carência afetiva. Há sonhos - ou melhor, pesadelos - que nos paralisam na sensação de uma intensa dor sem saída: resta-nos apenas a esperança de que um herói, que tenha coragem no coração, venha nos salvar! Apesar dessa força extra encontrar-se em nosso interior, nós a projetamos para fora de nós. Este é um hábito mental que desenvolvemos quando ainda éramos crianças.

É como escreve o mestre budista Tarthang Tulku em seu livro A mente oculta da liberdade: À maioria de nós foi ensinado que o amor se acha fora de nós mesmos – é algo a ser obtido. Por isso, quando o encontramos, nós o agarramos firmemente, como se não houvesse o suficiente para todos. No entanto, na medida em que o amor se torna apego egoísta, nós nos isolamos da verdadeira intimidade. O amor mais gratificante que podemos vivenciar é o que já existe dentro de nós, no coração de nosso ser. Aí se encontra uma infinita fonte de calor, que podemos usar para transformar nossa solidão e infelicidade. Ao entrar em contato com essa energia nutriente, descobrimos os recursos interiores necessários para sermos verdadeiramente responsáveis pelo nosso próprio crescimento e bem-estar.

Mensagens como essa são um estímulo de coragem e libertação para aqueles que já se sentem comprometidos com o caminho da transformação interior. Mas temos que admitir que enquanto estivermos presos à dor da carência e da falta de amor, não será suficiente saber racionalmente que sofremos porque não sabemos amar verdadeiramente.

Será preciso reviver a dor do abandono sob um novo prisma para superá-la.

Racionalizar a dor emocional faz parte do processo para curá-la, mas, em si, não é uma experiência capaz de gerar uma mudança autêntica e profunda.

Portanto, devemos partir do pressuposto de que não há nada de extraordinário no fato de admitir que recebemos amor insuficiente quando éramos crianças. Pois será a partir da aceitação desta falta que iremos encontrar forças para resgatar nosso amor interior.

Eva Pierrakos e Judith Saly dedicaram todo um capítulo a esta questão em seu livro Criando união (Ed. Cultrix). Elas escrevem: Como as crianças muito raramente recebem suficiente amor maduro e bondade, elas continuam a ansiar por ele durante toda a vida, a menos que a falta e a mágoa sejam reconhecidas e devidamente manejadas. Caso contrário, os adultos seguirão pela vida chorando inconscientemente pelo que não tiveram na infância. Isso fará deles pessoas incapazes de amar com maturidade. Vocês podem ver como esta situação passa de geração em geração.

Podemos não parar para pensar sobre como anda nosso fluxo de contabilidade do amor em nosso interior. Mas é importante nos conscientizarmos do forte elo que existe entre as nossas ansiedades de infância e as dificuldades afetivas que enfrentamos enquanto adultos.

O ponto de partida para romper esta linhagem de amor imaturo encontra-se num exercício de mão dupla: se por um lado passamos a nos abrir para aceitar o fato de que nos faltaram experiências significativas de reconhecimento de afeto, por outro, ficamos cientes de que esses sentimentos de carência e abandono não nos levarão a lugar nenhum. Isto é, a intenção de admitir a dor está vinculada à decisão de superá-la, e não de recriá-la!

Remoer a dor infantil sem a correspondente vontade de sair dela é como andar para trás, isto é, estaremos repetindo assim apenas os padrões emocionais já conhecidos em vez de refinar nossa alma.

A dinâmica do querer ser amado transforma-se no desejo de amar quando nos conscientizamos de uma vez por todas de que não adianta querermos que as coisas sejam diferentes ou que as pessoas aprendam a amar com maturidade para sermos mais bem servidos em matéria de amor.

Quando nos dispomos a amar verdadeiramente, damos inicio à jornada do amor maduro. Esta é uma bela frase; no entanto, só terá sentido quando nos propusermos a redirecionar nossas emoções de abandono e carência, isto é, quando não temermos mais sentí-las.

É preciso voltar ao local do crime para desvendar o mistério. As autoras Eva Pierrakos e Judith Saly revelam, no livro Criando união, um método de autoconhecimento para aplicarmos nos momentos em que reconhecermos, por trás de nossa raiva, frustração e ansiedade, a dor de não termos sido amados na infância: Quando sentirem a dor de não serem amados no problema atual, ela servirá para despertar a dor da infância. Pensando na dor presente, voltem ao passado e tentem reconsiderar a situação com seus pais: o que eles lhe deram, o que vocês sentiam de fato por eles. Vocês perceberão que, sob muitos aspectos, sentiam falta de algumas coisas que nunca viram antes com clareza - porque não queriam ver. Vocês descobrirão que essa carência deve ter sido dolorosa na infância, mas a mágoa pode ter sido esquecida no nível consciente. No entanto, ela absolutamente não está esquecida. A dor causada pelo problema atual é exatamente a mesma dor do passado. Agora, reavaliem a dor atual, comparando-a com a da infância. Finalmente, será possível perceber que ambas são uma só. [...] Depois de sincronizar as duas dores e perceber que elas são uma só, o passo seguinte é muito mais fácil.

A cura, então, surge na medida em que reconhecemos que não somos mais tão indefesos diante da dor quanto pensávamos na infância. Como completam as autoras: Já não precisarão ser amados como precisavam na infância. Primeiro, vocês adquirem consciência de que é isso o que ainda desejam, e depois já não buscam esse tipo de amor. Como vocês não são mais crianças, buscarão o amor de forma diferente, dando em vez de esperar receber.

Quando filtramos a dor emocional por meio dos recursos já adquiridos na atualidade, vamos mesclando à dor passada a compreensão que nos faltava. Desta maneira, a necessidade de ser reconhecido pode ser substituída pela autovalidação. Do mesmo modo, a necessidade de expressar as emoções contidas poderá encontrar novos recursos de comunicação. Passamos a selecionar melhor as pessoas, e as situações nas quais poderemos finalmente nos tornar criativos e contribuir com nossa individualidade para o crescimento coletivo.

Em resumo, precisamos aprender a não temer nossas emoções fragilizadas pela falta de amor. Ao sentí-las, poderemos simplesmente nos posicionar positivamente e dizer: OK, naquela época eu não tinha recursos para lidar com esta falta, por isso passei a pensar que não havia nada a fazer senão esperar passivamente por amor. Agora, posso agir, pois tenho minha consciência a meu favor, assim como a vontade de amar cada vez mais e melhor.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

admirar o outro - vamos admirar e elogiar



Um dos maiores fermentos de um relacionamento é a admiração.

É desanimante atravessar os dias sem sentir orgulho da pessoa 
que está vivendo ao nosso lado. É prioritário seguir para sempre
pensando que ele é um bilhete premiado. A cada observação
perspicaz que ele faz sobre um fato, a cada gesto de solidariedade
para com o irmão, a cada bola dentro que ele dá no trabalho, 
é um alívio pensar: este é o cara que escolhi para estar comigo.
Um sujeito legal.

Crônica: Aos olhos dos outros - Livro: Montanha Russa

Martha Medeiros

O amor que se vai






O amor que se vai

Flávio Gikovate





…vamos começar tentando separar o amor do sexo. Às vezes, o amor se vai, e o sexo fica. E às vezes é o inverso, o sexo se vai e o amor fica. É preciso que fiquem bem claro estes dois aspectos, para que não se pensem que, porque o sexo às vezes está criando problemas, ou está complicado, isto já significa forçosamente, que o amor não está indo bem… As pessoas, equivocadamente pensam que o sexo e o amor precisam operar em simultaneidade, quando na realidade, operam em oposição.

O que é o amor? E como funciona a sexualidade? Estes são os dois aspectos fundamentais da nossa psicologia e da nossa subjetividade.

Uma das idéias defendidas é a de que o sexo e o amor não são parte do mesmo fenômeno, e sim, parte de dois mecanismos, ou de dois fenômenos completamente diferentes, e muitas vezes até antagônicos entre sim.

O amor, eu defino como sendo o sentimento que temos por aquela pessoa muito específica, muito especial, cuja presença provoca em nós a sensação de paz, aconchego e harmonia.

Então o amor, parece que tem haver basicamente com a primeira experiência existencial de todos nós, ou seja, com a experiência uterina. O amor corresponde a um remédio para a dor do desamparo que nasce no momento que nós nascemos. Vivemos no útero nos primeiros momentos da existência, de lá saímos depois de meses de aconchego, aconchego que é o único registro cerebral, porque a criança e a mãe, aquele feto dentro do útero vive uma situação ‘paradisíaca’, digamos assim, usando a metáfora bíblica, e existe, depois disso a ‘expulsão do paraíso’, que corresponderia ao momento do nosso big-bang, ou do nascimento.

A partir desta expulsão do paraíso, começam a surgir as dores e desconfortos, e um estado subjetivo, correspondente ao desamparo. Há uma sensação de desproteção, de insegurança e medo, tão visível na expressão do rosto da criança, ao nascer, pois é uma mudança para pior – a condição uterina é maravilhosa, e o nascimento é uma ‘expulsão do paraíso’.

Essa metáfora bíblica, curiosamente, reflete muito claramente o que acontece com cada um de nós. Inspirado por divindade ou não, quem escreveu isto descreveu exatamente como começa a vida, ou seja, no paraíso, e logo depois, a expulsão e o fim daquela harmonia, e início das dores, desconfortos e desamparo e a sensação de que, para que tenhamos algo parecido com aquele aconchego uterino, precisamos nos ‘acoplar’ a alguma outra pessoa, que é exatamente o que o bebê faz com sua mãe. No colo dela, ela se sente amplamente aconchegado. Visto por este ângulo, o amor é sempre um fenômeno interpessoal, ou seja, depende da existência de uma outra pessoa, muito específica em especial. O amor é parte de um prazer que Schopenhauer chamava de ‘prazer negativo’, ou seja, um remédio para a sensação desagradável de desamparo. A sensação agradável, ou prazer que deriva do fim da dor do desamparo. Por isso, é interpessoal, é paz, e um prazer negativo.

O sexo se manifesta, primeiramente, por volta talvez, dos 9, 10 meses de idade, quando a criança começa a perceber que ela e a mão não são, exatamente a mesma criatura, e começa a perceber o próprio corpo e tudo o que há em sua volta. Em sua pesquisa de seu próprio corpo, ela constata a existência de certas partes do corpo, cujo toque, provoca algumas sensações muito agradáveis. Esta inquietação agradável, nós depois chamamos de excitação sexual. E as regiões aonde, quando estimuladas, surgem esta sensação, chamamos de zonas erógenas. De todo modo, este fenômeno de excitação sexual, a criança descobre sozinha, e portanto é pessoal, em psicanálise chamado de auto-erótico. É prazer positivo, pois não depende de nenhum desconforto interior.




O sexo é assim. No amor é paz, não é excitação, é prazer negativo e é interpessoal. As vezes fico perplexo imaginando como a maior parte das pessoas confundem sexo com amor, até usando a expressão “fazer amor”. Não se faz amor. Amor se sente. Sexo se pratica.

E ainda assim, é preciso muita cautela, para ver se esta prática, de troca de carícias eróticas que correspondem às relações sexuais, é mesmo um fenômeno efetivamente interpessoal, ou, se ele não se mantém como pessoal, ao longo de toda vida, ou seja, na vida adulta surge o desejo visual masculino, a partir da puberdade, mas certamente, antes disso, todas as trocas de carícias, que os meninos e meninas brincam de fazer, são trocas de carícias que não dependem de objeto nenhum, e servem sempre, à estimulação direta da zona erógena.

Evidentemente, sobra a idéia de que o sexo, talvez, não tenha correlação direta com o amor, e às vezes até o tenha em oposição. O fenômeno amoroso, às vezes até atrapalha o sexo. Nas histórias de paixão, quando surge aquele encantamento muito intenso entre duas pessoas, muito forte a ligação, muita afinidade, muito encaixe, muito freqüentemente os homens tem dificuldade sexual. E as mulheres, ficam perplexas com isso, porque talvez, não seja este o fenômeno que acontece com elas, mas os homens se atrapalham muito quando tentam juntar o sexo com amor. Nossa cultura até estimula o sexo vinculado a outro fenômeno interpessoal, que ‘não é o amor’, que é a agressividade. Na nossa sociedade, o sexo tem mais compromisso com a agressividade do que com o amor, o que é muito complicado. Às vezes, o homem pode não ter nenhuma grande relação afetiva com a sua mulher, por exemplo, até estar meio enjoado dela, como pessoa, e ter até uma vida sexual estimulada pela irritação que ela pode provocar nele.

Os ‘machões’, os paqueradores mesmo, costumam se dar muito bem com os homens. Ficam no bar, tomando cerveja, abraçados com os homens, falando mal das mulheres. Entretanto, todo o desejo sexual deles vão todos dirigido para as mulheres. A amizade vai para os homens, e o desejo para as mulheres.

No mundo homossexual, não raramente, é inverso. Os homens homossexuais quase sempre se dão muito bem com as mulheres. Dão-se não tão bem com os homens. Parece que são amigos das mulheres, desejam e têm implicâncias e problemas com outros homens que talvez até ranços daquilo que lhes aconteceu na infância, porque meninos mais delicados e mais emotivos foram objetos de deboche, ironia e gozação por parte de outros meninos da mesma idade, e isso pode deixar nele talvez uma mágoa, uma raiva, uma revolta até contra a figura masculina, raiva esta que talvez só vá aparecer se um dia que uma sociedade como a nossa venha a aceitar com maior respeito a presença de crianças mais doces, meninos mais meigos, e não esta postura das famílias que até hoje continua igualzinha, em exigir que o menino seja ‘macho’ no sentido de grosso, visto que macho e grosso são sinônimos em nossa cultura. O verdadeiro macho tem que ir pra briga, tem que gostar de xingar os outros, tem que gostar de determinado tipo de esporte, tem que ser grosseiro no esporte, tem que roubar no jogo… se gostar de balé…. isto é um crime monumental na nossa cultura, porque em outras culturas, pode-se ser bailarino e heterossexual. Na nossa, é muito difícil porque ele é objeto de chacota, ironia e deboche e isto complica muito a vida de muitas pessoas.

Então, não é raro que casais, por exemplo, que se dão mal, ou que não estão tão bem sentimentalmente têm uma vida sexual boa. Isto não é medida de que o amor está sólido, está convincente, também não é raro que a vida sexual se empobreça dentro de certas relações de qualidade, o que também não é sinal de que o amor esteja prejudicado. É preciso separar muito claramente os dois fenômenos, para que possamos compreender melhor, e principalmente entender que muitas vezes, por exemplo, há indicações derivadas da atitude da sexualidade, ou seja, de como se processa a sexualidade.





Quando um casal tem uma vida sexual legal, sendo que a mulher é do tipo mais generoso e o homem, talvez, um tipo mais egoísta, este tipo de relação conjugal que representa metade dos casamentos, ou quase, a outra metade sendo a mulher tipo egoísta e o homem generoso, é muito triste, mas a verdade é que 90% dos casamentos se dão entre pessoas diferentes. O tipo mais generoso é aquele bonzinho, calmo, panos quentes. O tipo egoísta é o mais estourado, mais agressivo, gosta mais de receber do que de dar, é tipicamente o garanhão, não muito confiável, mas, muito atraente para as mulheres, e principalmente, muito atraentes para as mulheres boas.

Enquanto as mulheres generosas gostam, admiram e valorizam este tipo de marido, elas não tem nenhum problema sexual, porque mulher generosa dá! Dá, inclusive no sentido literal da sexualidade. Mas, é um tipo que dá com mais facilidade. A mulher mais egoísta, normalmente casada com um homem generoso, já não dá com tanta facilidade. Ela irá regular, negociar, dar quando achar conveniente, outras vezes não tanto, e muitas vezes os homens se sentem muito magoados, humilhados e rejeitados por baixo, incomodadíssimos com o fato delas não terem esta disponibilidade sexual. Ficam então empenhados em cada vez serem mais legais, mais amorosos, mais dedicados, para ver se finalmente elas queiram dar. E quanto mais elas percebem o mecanismo deste tipo mais elas não dão, a não ser de vez em quando, na proporção exata para eles não caírem fora.

O marido mais bonzinho, em geral, tende a ser mais monogâmico mais fiel. Este tipo de arranjo mostra que o tipo que ama mais intensamente, que é o generoso, tanto o homem quanto a mulher, são mais dedicados e interessados sexualmente, curiosamente são assim, quando o parceiro é do tipo oposto. Porque se houver uma aliança entre um homem generoso e uma mulher generosa, a coisa complica. O homem generoso com uma mulher generosa teoricamente seria uma maravilha, mas não raramente o homem, nestas condições, começa a ter a vontade diminuída. Parece ser chocante, mas a maior parte dos casais que se dão bem, tem uma vida sexual relativamente pobre. Por isso dizemos que não se deve tomar a sexualidade como referencia da qualidade da relação e, portanto nem mesmo como indicativo do que irá acontecer no futuro do relacionamento efetivamente. Portanto, o problema da relação amorosa é diferente e deve ser tratado em separado da questão da sexualidade. Muitas vezes a sexualidade vai bem e o casamento não vai tão bem quanto aparenta, até porque esta mulher generosa que dá e que tem uma vida sexual legal com esse marido mais folgado, mais egoísta mais estourado, etc, esta mulher, se perder a admiração por ele, ela trava também sexualmente. E aí sim, é sinal de que o problema afetivo está se tornando mais sério.

Então, voltando à questão anterior, o amor tem, na vida adulta, entre aspas, tem características muito infantis. No amor adulto há uma substituição. Sai a mãe e entram outros objetos. Cada vez um, pois os objetos do amor são muito bem definidos. Porém, o mais importante é entender que este objeto “adulto” representa o mesmo fenômeno, o mesmo papel de aconchego, de remédio para desamparo, remédio de sensação de incompletude, e, portanto, continua sendo prazer negativo, absolutamente necessário, aonde existe uma dependência, muitas vezes possessividade e ciúme. Mas estas características mais imaturas do amor infantil costumam estarem sempre presentes no chamado ‘amor adulto’, ou amor romântico adulto, até o vocabulário, os casais que se amam, costumam se chamar por palavras típicas, do jeito que tratamos os bebezinhos: amorzinho, fofinho. Todo mundo faz biquinho pra falar um com o outro. O vocabulário é extremamente limitado, e parecido com aquilo que qualquer bebezinho falaria, se soubesse, para a mãe: você é o máximo. Não existo sem você. Morro sem você. Você é incrível e maravilhosa, etc. E assim por diante. É um vocabulário muito limitado, mais do que o que se espera. O discurso é muito pouco original e sempre repetitivo. De todo modo, a escolha do objeto adulto, que vai substituir a mãe se dá de acordo com o critério de admiração. O amor deriva da admiração. Platão, em “O banquete” já havia escrito isso no século V a.C. O problema é que este critério de admiração pode se modificar com o passar do tempo. Isto é uma das variáveis que podem levar o fenômeno amoroso à colapso em algum instante da relação.

Eu sou um menino tímido, desajeitado, com dificuldade no trato social, envergonhado. Admiro então, no geral, uma pessoa que seja o oposto de mim. Quanto mais baixa minha auto-estima, maior é a tendência em admirar o meu oposto. Então, se não gosto do meu jeito de ser, eu vou me encantar com meu oposto. Vou achar graça numa mulher extrovertida, exuberante, falante, muito mais agressiva, estourada, muito mais competente para abrir portas. Esta competência depende da competência para fechá-las depois. Quer dizer, as pessoas que deixam entrar muito facilmente amigos em casa, que recebem com muita facilidade, são aquelas que sabem mandar embora depois. Quem não sabe costuma adotar uma barreira já na entrada, para impedir que haja qualquer tipo de intimidade maior, porque, senão está criado um ‘abacaxi’ que a pessoa depois não sabe resolver. Então o tipo mais extrovertido é muito sociável, pois ele é muito grosso também, pois sabe mandar embora. De todo modo, admiramos muito este tipo de pessoa, que possui esta fluência neste trato social.

Pode ser que, com o passar do tempo, eu veja, vendo mais de perto, vou conhecendo melhor os defeitos e as características próprias dessas pessoas que às vezes são menos sinceras, talvez tenham uma agressividade descontrolada, baixa tolerância à frustração e contrariedade, se estouram e ficam muito nervosas com pequenas contrariedades, então vou vendo enfim os pontos fracos dessas criaturas, e eu posso perfeitamente vir a deixar de admirar tanto este personagem.

Com o passar dos anos, eu posso também começar a gostar mais do meu jeito de ser, o que é quase que automaticamente presente. Quando desaparece a admiração pelo outro tipo, melhora a avaliação que eu vou fazer do meu jeito de ser. Mais quieto, mais reservado, começo a achar isso legal, aos 20 anos, ser quieto e reservado é uma coisa horrorosa. Mas aos 40, já pode ser algo bastante valorizado, pode ter outras vantagens, o indivíduo pode estar mais conciliado com suas características, mais bem sucedido profissionalmente, um pouco mais seguro do seu jeito de ser. Neste momento, ele pede a admiração pelo oposto. E se perder a admiração pelo oposto, o amor cai junto. Então, o amor depende basicamente da admiração. E a perda da admiração é que é o maior problema. Aí, quando não há nenhuma mudança, quer dizer, eu continuo do meu jeito, e a outra pessoa continua do seu jeito, e, na realidade o que acaba acontecendo é que em um dos dois ou nos dois , modificam-se os critérios de admiração. A pessoa é igual, mas, aquilo que eu achava legal, não acho mais. Não valorizo mais aquele tipo de pessoa. Então aí, o sentimento amoroso realmente despenca. Quase sempre, este processo é curioso, porque o sentimento amoroso vai despencar pelas mesmas razões que ele subiu. Ou seja, vou me desencantar pelas mesmas razões que um dia eu me encantei. Vou perder o interesse porque, a pessoa não é aquilo que eu gosto hoje, mas é por ela continuar a ser exatamente aquilo que eu gostei a 10, 15 ou 20 anos atrás. Então, neste caso, os sentimentos amorosos e os encantamentos, e eventualmente, a própria relação conjugal, que também finda o amor, não é sinônimo imediato de fim do relacionamento conjugal, a separação vai ocorrer em decorrência do mesmo motivo que houve o casamento.

Outras vezes, a perda de admiração não se dá por causa disso, mas, porque, com o passar dos anos, um dos dois evolui intelectualmente, socialmente, ou mesmo profissional e financeiramente muito mais, e o outro não acompanha. Ou seja, um dos dois vai ficando aquém daquilo que ele pretende pra si num momento posterior. Começaram o jogo da vida na mesma posição mas um dos dois progrediu mais do que o outro que ficou mais ou menos estacionado, não acompanhou, isto também acaba por determinar o fim da relação mesmo que não aja, uma grande diferença de caráter.

Outras vezes, é porque ao longo dos anos, pode acontecer também das pessoas terem projetos de vida discrepantes. Digamos que eu me case com uma médica, e tudo muito bem, de repente eu decido, 10 anos depois que eu quero ser parte do grupo dos Médicos sem Fronteiras, e minha mulher não tem o mínimo interesse em ir realizar filantropia no meio da África. Então, naturalmente a separação irá se impor em decorrência de divergências radicais de projetos, tanto profissionais como religiosos. Um dos dois resolve mudar de religião e assume um certo radicalismo naquela religiosidade, mas que enfim, há uma discrepância muito grande por que um dos dois mudou de posição em relação a um assunto que é absolutamente relevante para o cotidiano das pessoas, porque muda o estilo de vida. Isto, evidentemente, pode ser fator de bloqueio e de fim da admiração.

Outros problemas também podem determinar desgaste da relação. Problemas relacionados à educação dos filhos: um é mais permissivo, o outro é mais rigoroso. O permissivo se irrita com o rigor do rigoroso, o rigoroso se irrita com a permissividade, e fica uma briga pra saber quem tem a razão. Se tiver dois filhos, um fica mais parecido com o pai, outro com a mãe, especialmente quando mãe e pai são diferentes, e isto cria outra vez, uma atmosfera de tensão dentro do contexto.

Muitas vezes, também, as brigas são por dinheiro. Há diferenças na maneira de gastar o dinheiro. Eu já vi pessoas brigarem feio, e um dos dois implicar terrivelmente com o cônjuge por este gastar demais. Quando falta dinheiro, nem se fala. Aí o problema é muito mais grave muito mais complicado. Nem sempre existe respeito e tolerância. Quando por exemplo, há diferenças de ganho, em que, principalmente a mulher começa a ter uma carreira com mais ganhos que o homem, muitas vezes isso cria constrangimento ao homem, às vezes até uma certa agressividade e até tendência da mulher a humilhar seu parceiro, querendo inverter a hierarquia do poder. Há problemas complicados neste item da relação conjugal e isto é um problema que tende a ser eliminado no futuro, porque, hoje nas universidades 60% do público que freqüenta são mulheres. Então, se for verdade que quem estuda mais tende a ganhar mais, daqui a muito poucos anos, a média dos casais é que as mulheres estejam ganhando mais que os homens. E como é que os homens e as mulheres vão se haver com isso, saberemos oportunamente, mas eu tenho minhas dúvidas sobre se as mulheres continuarão a ter tanta pressa de casar como tiveram no passado. No passado, sempre os homens é que não tinham muita pressa de se casar, e casaram meio que por obrigação, enquanto as mulheres tinham o sonho de se casarem e terem filhos. Vamos ver se vai continuar sendo sonho casar e ter filho, e sustentar o marido também.

Os homens, sempre que pensam em se casar e ter filhos, eles pensam nesta responsabilidade financeira que vem acoplada – talvez uma das razões pelas quais eles não tenham tanta pressa em se comprometer. E hoje, segundo eu ouço, as mulheres estão muito incomodadas com o fato de que os homens, especialmente depois de uma certa idade, não querem saber de compromisso mesmo. E até daqui a pouco acho que vão começar a querer, pois justamente as moças estarão ganhando o suficiente para isto vir a tornar-se interessante pra eles e, provavelmente, as moças é que não vão ter tanta necessidade ou pressa de compromisso. As vezes a pressão na direção do casamento feminino é maior por causa da questão da reprodução dos filhos. Então, há a vontade de ter filhos, chegando pelos 30, trinta e poucos anos, elas começam a ficar nervosas porque ainda não casaram, daqui a pouco acaba o período mais fértil, etc., e então elas começam a ficar perguntando “onde é que estão os homens”? Não sabemos, muito bem, como responder, pois segundo elas, chegam, acham todas ótimas e vão todos embora. Então, há problemas hoje para que se possa efetivamente acertar estes ponteiros. Aliás, após uma certa idade fica mais complicado e melhor, porque a tendência pra melhorar os critérios de escolha aumentam, ou seja, quando essas pessoas de mais idade conseguem encontrar parceria quase sempre são parcerias de qualidade melhor, e vão implicar em casamentos talvez de mais longa duração. O amor não resiste a qualquer tipo de contratempo. O amor tem que ser tratado de uma maneira muito delicada. Acabou a admiração, o problema sentimental aparece. Às vezes, acontecem coisas incríveis que não levam as pessoas a perderem totalmente a admiração, ou então, surgem variáveis um pouco mais complexas que isso. Um desses fenômenos é o da infidelidade conjugal. A maior parte das pessoas afirmam que, se caso aconteça a infidelidade, definitivamente é imperdoável. Entretanto, na hora que acontece mesmo, não costuma ser assim. A idéia de ficar sozinho é uma idéia aflitiva, e também porque às vezes se cria um clima de desafio, do tipo “o que é que aquela lá tem que eu não tenho?”, então começa inclusive a melhorar, às vezes intensivamente, a vida sexual do casal, pois o ciúme é um grande afrodisíaco. E não freqüentemente, as histórias se prolongam, porque aquele que foi traído acaba tomando a infidelidade como um desafio, ou competição. Além disso, existem outros assuntos que complicam a vida dos casais, um destes é o sexo virtual. A internet hoje é um fator de tensão e desagregação, pois cada vez mais  gente, homens e mulheres freqüentam os sites de relacionamento, sites eróticos, pornográficos, enfim, tem aí um sexo virtual, que ninguém sabe definir com precisão se é infidelidade. É uma fronteira que está crescendo muito e confirma cada vez mais a idéia de que o sexo é um fenômeno pessoal, quer dizer, o outro, é só um estímulo para ‘imaginar’ coisas e eventualmente ter a resposta orgástica ou ejaculatória. No caso das pessoas serem pegas em flagrante neste tipo de atividade, é sempre um constrangimento, e todos prometem nunca mais fazer, etc., e são todos reincidentes e todo mundo é pego outras vezes.

De todo modo, quando quebra a admiração, quebra o fascínio. Por infidelidade, por ciumeira exagerada, por perda de admiração por mudança de critério de valor, porque as pessoas se divergiram em projeto de vide, de todo modo, isso implica em separação. Muitas pessoas ficam juntas, mesmo depois que a vida sentimental está empobrecida. Até hoje, muita gente continua junto, depois que a vida sentimental está esvaziada. Então, dá a impressão de que o número de casais que vivem juntos é de 30, 35%, então, que o divórcio existe em 2/3. Não é verdade. Dentro destes 30, 35%, há 2 tipos: aqueles que vivem juntos ainda insistindo em reformar o outro, ao invés de fazer força para fazer ele crescer e evoluir. Não funciona. É um esforço inútil. Outros não querem reformar nada, só estão acomodados, compartilhando o espaço físico, compartilhando o convívio com os filhos, as comodidades da vida cotidiana, deixando a vida passar, numa boa, esperando apenas, uma hora oportuna para uma eventual separação. Às vezes, esta hora oportuna significa o crescimento dos filhos, as vezes estabilidade financeira, as vezes o encontro de um outro parceiro sentimental, porque assim se pode separar sem ter que passar pelo buraco de ficar sozinho. A maior parte das pessoas lida muito mal com a solidão, e principalmente, com a dramática sensação de dor, correspondente ao ‘momento’ da separação. Isto nem dever ser chamado de solidão, porque é um momento agudo em que há a ruptura, e este momento é uma dor aguda e que as pessoas, experimentam por 2 ou 3 dias, não agüentam a solidão e voltam correndo. É errado, pois não é a dor da solidão, é a dor da ruptura, a dor que ocorre na transição. A dor da solidão é a que vai haver depois (se é que vai ter dor) que ele se acomodou e se acostumou a estar sozinho. Na ruptura há uma dor da transição. Toda dor maior, assim como todo prazer, só acontece mesmo é na transição, depois a pessoa se acomoda. Não é que essa acomodação não signifique a existência da sensação de incompletude, aquele buraco que teoricamente o outro preenchia, mas se o relacionamento está muito desgastado, o outro já não está preenchendo muito bem o buraco e a sensação de incompletude já está forte e presente.

E o que acaba acontecendo nesta transição é uma dor muito forte, talvez maior para o homem do que para a mulher, não espanta, que a maior parte das vezes, a iniciativa da separação seja da mulher, não só porque a mulher seja mais competente para ficar sozinha (o que é uma verdade), mas também porque a mulher fica em geral na casa, com os filhos, ou seja, ela fica com um ‘entorno’ menos prejudicado. A separação pro homem significa em geral ele sair do sistema, ele ir para um flat ou para a casa de um amigo, enfim. E a situação da mulher é mais confortável neste ponto de vista. Naturalmente, isto num primeiro instante. Não há nenhuma garantia que isto não seja depois muito mais interessante para o homem do que para a mulher. Mas num primeiro momento, pode ser que seja mais complicado e mais difícil para o homem.



Como regra, o homem fica menos bem sozinho, porque os homens parecem que em casa, sozinho, ficam totalmente perdidos. A casa é um lugar, que parece mais do que tudo feminino, porque as mulheres se ocupam, se entretêm, elas tem aquele espaço como delas. Os homens, mesmo quando casados, e as mulheres estão, por exemplo fora, com os filhos, eles chegam em casa, vêem aquilo ali, e saem todos para a rua. Não é porque sejam apenas malandros. É porque não sabem ficar em casa sozinho. Fazer aquilo que fazem, quando a mulher está lá, ou seja, abrir jornal, ligar a televisão e não dar bola pra ninguém, eles não sabem fazer quando ela não está! Então, vão pra rua encontrar os amigos, pode até ser que vão atrás de mulher, mas depois vão atrás dos amigos, pra jantar, pra bater papo.

Este preparo para viver só, para aprender a lidar melhor com o estar sozinho, ele é mais do que tudo, um preparo que tem que acontecer com os homens. Em nossa sociedade, nem os homens, nem as mulheres são muito treinados para isso. Nos países do primeiro mundo, os jovens saem de casa, vão para as universidades, fora das suas cidades, e eles vão viver em campus, em bandos, em república de estudantes. A regra aqui é que as famílias fiquem aninhando seus filhos até que eles se casem, mesmo quando isto significa aninhá-los até uma idade tardia, até por causa das dificuldades que os jovens, muitas vezes, encontram para ganhar a vida.

De todo modo, aprender a lidar com a solidão é uma coisa importante, mas aprender também com a experiência. Todo indivíduo que fez uma relação afetiva intensa, quando a história e a relação se rompem, é preciso refletir, é preciso entender porque as coisas aconteceram, é preciso tentar, efetivamente, fazer uma autocrítica, entender onde a gente errou como pessoa, onde erramos com as escolhas, onde nos tornamos dependentes demais, onde a gente tem que se tornar mais independente, e respeitar um pouco mais a individualidade da gente.

O mundo moderno, que felizmente está contribuindo para que as pessoas aprendam a lidar melhor com a sua identidade e individualidade, este mundo moderno é mais individualista. Muitos criticam o individualismo como defeito. Eu vejo exatamente o contrário. Acho o individualismo uma coisa ótima, uma coisa positiva que está ajudando as pessoas. O individualista é mais em direção do justo, nem generoso, nem egoísta. Dá menos ênfase à questão do amor, deste amor infantil, de tanta dependência. O individualismo puxa as pessoas para relações entre pessoas mais parecidas, onde o amor evolui mais em direção às amizades, onde o amor ganha conotações muito mais adultas, pois a amizade significa afinidade de caráter intelectual, e não um aconchego físico, mas intelectual, que é mais sofisticado do que o ‘colinho materno’, que a gente no fundo nunca abre mão também, porque dormir abraçadinho numa noite de frio é sempre uma coisa muito interessante.

Mas isto não pode ser a base da vida de um casal. É preciso que o aconchego principal derive das afinidades intelectuais. E se derivarem das afinidades intelectuais e do respeito pela individualidade que vem crescendo, estamos falando de um novo tipo de romance, daquilo que eu tenho chamado de mais amor, que é o amor que se aproxima das amizades, que são relações de qualidade, baseadas em afinidades, e que tem um futuro muito mais promissor do que os relacionamentos entre opostos que, como regra, em algum momento, a admiração cai, quebra, e o amor se vai.

Sobre as coisas bonitas sobre o amor, ah, sobre este tema falamos numa outra oportunidade.



Flávio Gikovate

A separação amorosa continua sendo uma das mais dolorosas que existe. Ela pode ter aumentado com a crise mundial, mas – independentemente disso – conhecê-la mais de perto ajuda a lidar melhor com as rupturas (conjugais, profissionais, mundiais) que estamos vivendo. Como aprendo a me levantar de uma traição, de um abandono, de uma separação?

Podia ser




Podia ser só amizade, paixão, carinho, admiração, respeito, ternura, tesão.
Com tantos sentimentos, mas foi justo amor.

Caio Fernando de Abreu.

Admirar o Amado


O poder da admiração


Por: Adriano Cesar de Oliveira Santos

Um dos grandes sentimentos que existem no ser humano, se não o maior, é a admiração. Muitos podem dizer que o maior sentimento é o amor, mas eu arriscaria dizer que o amor vem depois da admiração, pois nasce através dela.

A forma de admiração mais comum que conhecemos é a admiração física, pois ela se faz presente no primeiro contato que uma pessoa tem com a outra que é o visual, exceto no caso de portadores de alguma deficiência visual, mas aqui estamos falando da grande maioria da população.

O chamado ‘amor à primeira vista’ na verdade deveria se chamar ‘admiração à primeira vista’, pois o amor só nascerá de fato muito depois. Quando olhamos para uma pessoa do sexo oposto, ou não, e a admiramos profundamente tendo por base nossa concepção particular do que é belo, chamamos a isso erroneamente de ‘amor’.

Se não há admiração à primeira vista, então pode acabar ocorrendo à segunda ou terceira, quando houver um contato mais pessoal e a admiração nascer pela forma com que o outro se expressa em gestos ou palavras, por seus pensamentos, caráter, inteligência, posição em relação a vida ou alguns temas, entre outros fatores que podem desencadear essa admiração.

Mas o fato é que havendo admiração por outro ser humano, já caminhamos mais da metade do caminho para que à partir daí se manifeste o mais básico dos sentimentos de união, a amizade. Com a amizade os laços se estreitam, novos conhecimentos sobre a pessoa o qual se admira surgem e serão talvez incorporados, ou não, à admiração já existente.

E quando surge o amor?

O amor é o clímax da admiração e é um sentimento unilateral, que pode por vezes ser recíproco. O amor não é uma tormenta de sentimento, não é um fogo, algo que te deixa sem ar, que faz tuas pernas tremerem, que causa aquela sensação de frio na barriga. Todos esses sentimentos, sensações físicas e emocionais são mais cabíveis à paixão, que é passageira, pois da forma como chega arrastando tudo como um furacão e é capaz de mudar uma vida e gerar atitudes ‘loucas’, ela vai embora deixando para trás algumas vezes uma grande decepção por atitudes insensatas, tomadas em um momento de sentimentos à flor da pele.

“O amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É o contentamento descontente
É dor que desatina sem doer”

O trecho acima da música Monte Castelo, da banda Legião Urbana, que tem como fonte original uma poesia de Luíz Vaz de Camões, na verdade retrata a paixão e não o amor.

O amor é puro, sereno, sensato e tranquilo, é o irmão mais maduro, experiente e calmo da paixão, e sendo assim é o mais duradouro. O amor é acompanhado do desejo de estar junto, de preocupação, do querer bem, querer cuidar de quem se ama, de sentir-se bem apenas com o segurar de mãos, com a simples troca de olhares. Como disse, o amor é baseado na serenidade e não na tormenta.

Assim como o amor entre seres-humanos nasce pela admiração, o amor por objetos, trabalhos, animais, causas, entre outros, também nascem baseados no mesmo sentimento. Sendo assim, é fato que o caminho inverso ao amor ocorre pela perda da admiração, por qualquer que seja o motivo.

Quando você admira alguém por seus pensamentos e a postura desse alguém muda, há a perda dessa admiração. Quando você admira uma pessoa por sua beleza e essa pessoa se descuida no trato pessoal, há a perda da admiração. Quando você admira a empresa onde trabalha e fatos internos o desagradam, há a perda de admiração. Quando você admira um animal e este passa a ter atitudes desagradáveis, há a perda de admiração. E assim por diante.

Falando especifícamente da relação entre seres humanos, há necessidade da parte de quem é amado conhecer os fatores que causam admiração em quem ama, e consequentemente manter acessa essa fonte de admiração. É na falta de conhecimento do que gera a admiração ou na falta de visão em perceber que algo mudou nessa fonte geradora de admiração, que ocorre então a grande maioria dos términos de relação.

Grande parte das pessoas que buscam conquistar alguém que de alguma forma causou admiração, apresentam o melhor de si na tentativa de que a outra pessoa também sinta a mesma admiração, e nesse momento erramos de forma grave quando nos apresentamos como alguém que na verdade não somos, como em pensamentos e atitudes.


Ser aquele que somos ou aquele que devemos ser?!

Esse tipo de ‘mentira’ desnecessária pode ter o efeito desejado momentaneamente, porém, o que é do perfil da pessoa não muda e não se pode sustentar pensamentos ou atitudes que não condizem com a realidade, sendo assim, a decepção em ambas as partes ocorre pouco tempo depois.

Então, quando desejar conquistar o amor ou amizade de alguém, seja sincero e valorize suas qualidades que possam de fato gerar admiração, e quando necessitar manter uma relação de amizade ou amor já conquistadas nunca deixe de manter acessa essas qualidades, assim como nunca deixe de valorizar as qualidades que você admira na outra pessoa, pois assim ambas se sentem importantes.

Paixão ou Amor



"O amor é fogo que arde sem se ver
 É ferida que dói e não se sente
É o contentamento descontente
 É dor que desatina sem doer”

 O trecho acima da música Monte Castelo, da banda Legião Urbana, que tem como fonte original uma poesia de Luíz Vaz de Camões, na verdade retrata a paixão e não o amor. O amor é puro, sereno, sensato e tranquilo, é o irmão mais maduro, experiente e calmo da paixão, e sendo assim é o mais duradouro. O amor é acompanhado do desejo de estar junto, de preocupação, do querer bem, querer cuidar de quem se ama, de sentir-se bem apenas com o segurar de mãos, com a simples troca de olhares. Como disse, o amor é baseado na serenidade e não na tormenta.

"Os 11 sinais (sintomas) de paz interior"



"Os 11 sinais (sintomas) de paz interior"

1.Ataques frequentes de sorrir.

2. Perda de interesse em conflitos.

3. Esmagadores ataques freqüentes de apreciação.

4. Perda de desejo de julgar os outros.

5. Capacidade inconfundível de apreciar cada momento.

6. Tendência a pensar e agir espontaneamente ao invés de medo baseado na experiência do passado.

7. Perda de interesse em interpretar as ações dos outros.

8. Perda da capacidade de se preocupar (um sintoma grave)
.
9. Sentimentos satisfeitos de conexão para com o outro e da natureza.

10. Aumentando a susceptibilidade a amor prorrogado por outros, bem como uma incontrolável vontade de estendê-lo.

11. Tendência crescente para deixar as coisas acontecerem ao invés de fazer as coisas acontecerem...

A perda da admiração no casal

"Quando um homem recebe o que mais deseja, que é a admiração de sua mulher, passa a dar o que a mulher mais deseja, que é a validação de seus sentimentos. A mulher vira a princesa que vai ser adorada e protegida no momento em que transforma o seu homem em herói admirado."

John Gray, do livro "Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus".






Comentários:
Amor maduro= relação de mão dupla. Cessam as comparações com os ex parceiros/as, esquece-se o passado, vive-se o hoje na busca de cumplicidade, companheirismo e carinho. 
Sempre alimentando a chama, visto que relação à dois exige dos dois interessados que ambos encham a lamparina do Amor. Sem dependências e sem exigir sacrifícios do outro.

Se não há admiração pelo parceiro as energias são identificadas por ele/ela através das inúmeras críticas rápidas por qualquer coisa que você diga, faça, seja, fale ou brinque, coisas sem importância mas o tacape vem: de muitas formas: quase imperceptível, irônico, debochado, agressivo, sutil, às vezes comparando com outros/as, Às vezes respaldando as críticas de outras pessoas sobre você....

quando se acredita mas no que os outros dizem sobre ele do que o que ele está dizendo, tendo que voltar sempre no assunto... sinal de que os parceiros/as do passado admirados e/ou os amigos/as e /ou parentes, exercem mais influência sobre o pensar dele/a mais que o "amor" que ele/a diz sentir por você...

Esses fatores invariavelmente bloqueiam o fluxo dos sentimentos de amor para vc e vice -versa, surgem as brigas, os ciúmes, as inseguranças, as traições, és então um participante de um casal incompleto... 

Neste caso não há abertura para amor maduro e duradouro com você. 

sai fora meu, daí não haverá felicidade... irás sofrer e fazer sofrer, não há amor, pode ter libido, atração, simpatia, mas amor que resista não...

Acendeu a luz vermelha: 

Quando se percebe isso existem algumas possibilidades a serem trabalhadas; 

1) O diálogo franco, profundo e sincero na busca por uma reconstrução da relação, se possível até mesmo estudando juntos livros sobre essa temática. 

2) A ruptura, pura e simples, principalmente quando não há filhos pequenos, ainda que doa, pois ao contrário , a permanência trará um crescendo do desrespeito, das mágoas, do desestimulo pela vida, assédio...

Seguirão o caminho descendente da relação, chegando as rusgas gratuitas, as agressões, as frustrações e o crescer da admiração por outros...


3) Uma viagem à dois. (Às vezes resolve, Às vezes dissolve...)

4) Um bom terapeuta de casal que possa ajudar na reperspectivação da relação, podendo mesmo auxiliar na cura. 

Batendo papo com amigos sobre esse tema, chegamos a conclusão que a melhor alternativa é a última. Um bom terapeuta de casais, de preferência indicado, que possa apontar a esse casal que perdeu a admiração um pelo outro ou que compara demais o passado com o que se tem no presente, a se entender e ver qual é a melhor decisão a ser tomada.

Caramba!!! Como a gente é complicado.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Não deixe a sua vida perder a graça

Não deixe a sua vida perder a graça
Manter a mente aberta faz de você um eterno jovem, sabia? A alegria de viver também!
Nunca permita que o azedo da vida domine o seu espírito. Nunca! Há sempre algo novo e excitante para aprender e para fazer. O mundo está cheio de gente boa e de oportunidades. Fique atento! E não permita que a sua mente envelheça! Não perca a graça pela vida. Não perca o brilho dos seus olhos. Não perca o interesse de viver, de amar, de ser uma pessoa cada vez mais amorosa, tá?
Você é jovem como o tempo e velho como a eternidade. Pois então viva plenamente o momento presente e você se manterá sempre jovem. É exatamente assim que você renasce para a vida, para o mundo.
Jamais se entregue. Vá até o fim e não deixe nada pela metade, tá? E também pare de achar que a sua cruz é a mais pesada e que a vida é difícil e complicada. Pare de ver os defeitos nas pessoas achando que todo mundo é falso, superficial, egoísta, avarento. Pare!
A vida é maravilhosa porque é um presente que você mereceu ganhar! As pessoas são dádivas de Deus. Por isso e muito mais, não deixe a sua vida perder a graça, viu?
Abra-se para o mundo, perdoe, respire, ajude, ame, cante, dance! Vai viver, vai criatura! Tudo que está aí é seu e precisa ser vivido com toda intensidade que puder. Não perca mais tempo e não envelheça nem por dentro e nem por fora antes do tempo, por favor.
Repito: mantenha a sua mente aberta e alerta e você nunca irá envelhecer. A fonte da juventude é a sua consciência e a sua capacidade de viver com alegria!
Bom Dia! Bom Divertimento!
"Tenha mais horas de criança, porque infeliz daquele que não as tem"
Mensagem de Luis Carlos Mazzini

Dentro de VocÊ


Auto-Estima

''Se um dia alguém fizer com que se quebre
a visão bonita que você tem de si,
com muita paciência e amor reconstrua-a.
Assim como o artesão
recupera a sua peça mais valiosa que caiu no chão,
sem duvidar de que aquela é a tarefa mais importante,
você é a sua criação mais valiosa.
Não olhe para trás.
Não olhe para os lados.
Olhe somente para dentro,
para bem dentro de você
e faça dali o seu lugar de descanso,
conforto e recomposição.
Crie este universo agradável para si.

O mundo agradecerá o seu trabalho.''

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Felicidade como processo de vida


Transcrição de uma palestra homônima proferida por Pierre Teilhard de Chardin, em Pequim, no dia 28 de dezembro de 1943.

Por ter sido um padre católico, Teilhard de Chardin propõe em alguns momentos uma visão cristã. Mas, na maior parte do tempo, o discurso se apresenta independente de religiões (mas densamente espiritual).

Gostaria de destacar e compartilhar um desses trechos (páginas 39 a 43 do livro), que em minha opinião sintetiza as ideias propostas no discurso.

(…) A verdadeira felicidade, acabamos de precisar, é uma felicidade de crescimento, e como tal ela nos espera em uma direção determinada por meio da
- unificação de nós mesmos em nosso âmago [centração];
- união de nosso ser com outros seres, nossos semelhantes [descentração];
- subordinação de nossa vida a uma causa maior que a nossa [supercentração].
(…)
1. Centração
Para ser feliz é, de início, necessário reagir contra a tendência do menor esforço, que leva ou a ficar imóvel, ou a buscar, de preferência na agitação exterior, a renovação de nossa vida. Sem dúvida, é necessário que nos enraizemos profundamente nas ricas e tangíveis realidades materiais à nossa volta. Mas é no trabalho de nossa perfeição interior – intelectual, artística, moral – que enfim a felicidade nos espera. A coisa mais importante na vida, dizia Nansen, é encontrar-se a si próprio. O espírito laboriosamente construído através e além da matéria.
2. Descentração
Para ser feliz, em segundo lugar, é necessário reagir contra o egoísmo que nos leva ou a nos fecharmos em nós mesmos ou a submetermos os outros ao nosso domínio. Há uma maneira de amar – má, estéril – segundo a qual buscamos possuir, em lugar de nos darmos. E é aqui que reaparece, no caso do casal ou do grupo, a lei do maior esforço, que já regia o curso interior de nosso desenvolvimento. O único amor realmente beatificante é aquele que se exprime por um progresso espiritual realizado em comum.
3. Supercentração
E, para ser feliz – realmente feliz – é necessário, de uma maneira ou de outra, diretamente ou graças a intermediários gradualmente ampliados (uma pesquisa, uma empresa, uma idéia, uma causa…), transportar o interesse final de nossas existências para o andamento e o sucesso do Mundo à nossa volta. (…) é necessário, para atingirmos a região das grandes alegrias estáveis, que façamos a transferência do pólo de nossa existência a algo maior que nós. O que não supõe, tranquilizem-se, que para sermos felizes, devamos realizar ações grandiosas, extraordinárias, mas somente aquilo que está ao alcance de todos; que, conscientes de nossa solidariedade viva com Algo maior, façamos de maneira grandiosa a menor das coisas. Acrescentar um único ponto, por menor que seja, à magnifíca trama da Vida; discernir o Imenso que se faz e que nos atrai no âmago e no fim de nossas ínfimas atividades; discerni-lo e aderir a ele: tal é, no final das contas, o grande segredo da felicidade. “É em uma união profunda e instintiva com a corrente total da Vida que reside todas as alegrias”, reconhece o próprio Bertrand Russell, uma das mentes mais aguçadas e menos espiritualistas da Inglaterra moderna. (…)

Sugestão de leitura: Teilhard de Chardin, Pierre. Sobre a felicidade / Sobre o amor. Verus Editora, 2005.

ÂNIMO E FÉ





A existência por ter sido amarga.
Espinheiros talvez se te estendam no caminho.
Caístes, provavelmente, algumas vezes e outras tantas te
reergueram, à custa de lágrimas.
Sofreste perseguições e zombaria.
O mundo terá surgido aos teus olhos por vasto deserto.
Anotaste a força da morte que te subtraiu a presença de
entes caros.
Viste a deserção de companheiros, renegando-te os ideais.
Seres queridos ignoraram-te os propósitos de elevação.
Varaste crises em forma de fracasso aparentes.
Tiveste o menosprezo por parte de muitos daqueles aos
quais te confiaste.
Ouviste as palavras esfogueantes dos que te condenaram
sem entender-te.
Palmilhaste longas áreas de solidão.
Perdeste valores que consideravas essenciais à
sustentação dos empreendimentos que te valorizam as horas.
Sofres tribulações.
Suportas conflitos.
Atravessas dificuldades e tentações.
Entretanto, por maior que seja a carga de provações e
problemas que te pesam nos ombros, ergue a fronte e caminha para frente,
trabalhando e servindo, amando e auxiliando, porque ninguém, nem circunstância
alguma te podem furtar a imortalidade, nem te afastar da onipresença de Deus.

Emmanuel.
Do Livro “COMPANHEIRO” – PSICOGRAFIA: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Ser Feliz




"É preciso ser feliz para ter alguém e não ter alguém para ser feliz. pois se você precisa de alguém para ser feliz, és apenas um dependente."

A DEPENDÊNCIA AFETIVA É UM VÍCIO





A DEPENDÊNCIA AFETIVA É UM VÍCIO

Walter Riso


Depender da pessoa que se ama é uma maneira de se enterrar em vida, um ato de automutilação psicológica em que o amor próprio, o auto-respeito e a nossa essência são oferecidos e presenteados irracionalmente. Quando a dependência está presente, entregar-se, mais do que um ato de carinho desinteressado
e generoso, é uma forma de capitulação, uma rendição conduzida pelo medo com a finalidade de preservar as coisas boas que a relação oferece. Sob o disfarce de amor romântico, a pessoa dependente afetiva começa a sofrer uma despersonalização lenta e implacável até se transformar num anexo da pessoa “amada”, um simples apêndice. Quando a dependência é mútua, o enredo é funesto e tragicômico: se um espirra, o outro assoa o nariz. Ou, numa descrição igualmente doentia: se um sente frio, o outro coloca o casaco.
“Minha existência não tem sentido sem ela”; “Vivo por ele e para ele”; “Ela é tudo para mim”; “Ele é a coisa mais importante da minha vida”; “Não sei o que faria sem ela”; “Se ele me faltasse, eu me mataria”; “Eu venero você”; “Preciso de você”; enfim, a lista desse tipo de expressões e “declarações de amor” é interminável e bastante conhecida. Em mais de uma oportunidade, as recitamos, as cantamos embaixo de uma janela, as escre vemos ou, simplesmente, elas brotam sem nenhum pudor de um co ração palpitante e desejoso de transmitir afeto. Pensamos que essas afirmações são demonstrações de amor, representações verdadeiras e confiáveis do mais puro e incondicional dos sentimentos.
De forma contraditória, a tradição tentou incutir em nós um paradigma distorcido e pessimista: o amor autêntico, irremediavelmente, deve estar infectado de dependência. Um absurdo total.
Não importa como se queira argumentar, a obediência devida, a adesão e a subordinação que caracterizam o estilo dependente não são recomendáveis.
A epidemiologia do apego irracional é preocupante. Segundo os especialistas, metade das consultas psicológicas se deve a problemas ocasionados ou relacionados com a dependência
patológica interpessoal. Em muitos casos, não importa o quão nociva for a relação, as pessoas são incapazes de colocar um fim nela. Em outros, a dificuldade reside numa incompetência total
para resolver o abandono ou a perda afetiva. Ou seja: ou não se conformam com o rompimento ou permanecem, inexplicável e obstinadamente, numa relação que não tem pé nem cabeça.(...)


As reestruturações afetivas e as revoluções interiores, quando são verdadeiras, são dolorosas. Não há poção para acabar com a dependência afetiva. Respondi não acreditar que uma pessoa devesse se desapaixonar para terminar uma relação e que duvidava ser possível produzir desamor por força de
vontade e de razão (se fosse assim, o processo inverso também deveria ser possível, mas, tal como atestam os fatos, não nos apaixonamos por quem queremos, mas por quem podemos). Para ser mais exato, disse que o caso dela precisava de um enfoque similar aos usados nos problemas de farmacodependência, no
qual o viciado deve deixar a droga, independentemente de sua vontade. “O que a terapia tenta incentivar nas pessoas viciadas é basicamente o auto con trole para que, ainda necessitando da droga, sejam capazes de brigar contra a urgência e a vontade. No balanço custo-benefício, aprendem a sacrificar o prazer imediato
pela gratificação a médio e a longo prazo. O mesmo ocorre com outros tipos de vícios como, por exemplo, a comida e o sexo.
Você não pode esperar desapaixonar-se para deixá-lo. Primeiro deve aprender a superar os medos que se escondem por trás do apego irracional, melhorar a auto-eficácia, levantar a auto-estima e o auto-respeito, desenvolver estratégias para a resolução de problemas e para ter maior autocontrole. E tudo isso você deverá fazer sem deixar de sentir o que sente por ele. Por isso é tão difícil. Repito, o viciado deve deixar de consumir, mesmo que seu organismo não queira fazê-lo. Deve lutar contra o impulso porque sabe que não lhe convém. Mas enquanto luta e persevera, o apetite está ali, quieto e pungente, flutuando em seu ser e disposto a atacar. Não se pode chegar agora ao desamor, isso chegará depois. Além disso, quando começar a ficar independente, descobrirá que aquele sentimento não era amor, mas uma forma
de vício psicológico. Não há outro caminho, deve se libertar dele sentindo que o ama, mas que ele não lhe convém. Uma boa relação precisa bem mais do que afeto em estado puro.”
O “sentimento de amor” é a variável mais importante da equação interpessoal amorosa, mas não é a única. Uma boa relação de casal também deve se fundamentar no respeito, na comunicação sincera, no desejo, nos gostos, na religião, na ideologia, no humor, na sensibilidade e em mais cem adminículos de sobrevivência afetiva.
Minha paciente era uma  viciada na relação ou, se preferir, uma viciada afetiva. Ela apresentava a mesma sintomatologia de um transtorno por consumo de substâncias, mas, nesse caso,
a dependên cia não estava relacionada com a droga, mas com a seguran ça de ter alguém, mesmo que fosse uma companhia terrível. O diagnóstico de dependência estava fundamentado nos
seguintes pontos: a) apesar do maltrato, a dependência havia aumentado com o passar dos meses e dos anos; b) a ausência do namorado ou não poder ter contato com ele produzia uma total
síndrome de abstinência que, além de tudo, não podia ser resolvida com nenhuma outra “droga”; c) existia nela um desejo persistente de deixá-lo, mas suas tentativas eram infrutíferas e pouco
contundentes; d) investia uma grande quantidade de tempo e esforço para poder estar com ele, a qualquer preço e passando por cima de tudo; e) devido ao relacionamento, sofria uma clara
redução e alteração de seu desenvolvimento social, profissional e recreativo; e f) seguia alimentando o vínculo, apesar de ter consciência das graves repercussões psicológicas para sua saúde. Um
caso de “dependência amorosa” sem muito amor.(...)


DESEJO NÃO É DEPENDÊNCIA AFETIVA
A apetência por si só não chega a configurar a doença do apego. O gosto pela droga não é só o que define o drogado, mas a sua incompetência para largá-la ou tê-la sob controle. Abdicar, resignar-se e desistir são palavras que o dependente desconhece.
Querer algo com todas as forças não é mau; transformar esse algo em imprescindível, sim. A pessoa dependente afetiva nunca está preparada para a perda porque não concebe a vida sem sua fonte
de segurança e/ou prazer. O que define a dependência não é tanto o desejo quanto a incapacidade de renunciar a ele. Se há síndrome de abstinência, há apego irracional.
De forma mais específica, se poderia dizer que por trás de toda dependência há medo e, mais atrás ainda, algum tipo de incapacidade. Por exemplo, se sou  incapaz  de tomar conta de mim mesmo, terei medo de ficar só e me apegarei às fontes de segurança disponíveis representadas por diferentes pessoas. O apego é a muleta preferida do medo, um calmante com perigosas contra-indicações.
O fato de você desejar o seu companheiro ou a sua companheira, de deleitar-se com ele, de não ver a hora de se atirar em seus braços, de ter prazer com sua presença, com seu sorriso ou com sua mais terna bobagem, não significa que você sofra de dependência afetiva. O prazer (ou melhor, a sorte) de amar
e ser amado é para ser desfrutado, sentido e saboreado. Se a sua companheira ou o seu companheiro está disponível, aproveite ao máximo; isso não é apego, mas uma troca. Mas se o bem-estar se torna indispensável, a urgência em encontrar o outro não o deixa em paz e a mente se desgasta pensando nele, bem-vindo ao mundo dos viciados afetivos.
Lembre-se: o desejo move o mundo, e a dependência o freia. A idéia não é reprimir o desejo natural que surge do amor, mas fortalecer a capacidade de se libertar quando é preciso. Um bom sibarita jamais cria dependência.

A INDEPENDÊNCIA AFETIVA NÃO É INDIFERENÇA
Amor e apego não devem ser excessivos. Nós os misturamos a tal ponto que confundimos um com o outro. Lembro um aviso que colocamos na entrada de um centro de ajuda psicológica,
com a seguinte frase de Krishnamurti: “O apego corrompe”. Para a nossa surpresa, a frase, em vez de gerar uma atitude constru tiva e positiva a respeito do amor, acabou ofendendo vários adultos que
freqüentavam o centro. “Não entendo como vocês estão promovendo o desapego”, comentava uma mulher com filhos adolescentes e um pouco decepcionada com o seu psicólogo. Por outro
lado, os mais jovens se limitavam a reafirmar a frase: “Claro, é isso mesmo. Não há dúvida. É preciso se desapegar para não sofrer!”
De forma errônea, entendemos a independência afetiva como sendo o endurecimento do coração, a indiferença ou a insen sibilidade, mas não é assim. Desapego não é desamor, é uma maneira saudável de se relacionar cujas premissas são a independência, dizer não à posse e não à dependência. A pessoa desapegada (emancipada) é capaz de controlar o medo do abandono, não considera que deva destruir a própria identidade em nome do amor, mas tampouco promove o egoísmo e a desonestidade. Desapegar-se não é sair correndo em busca de um substituto afetivo, tornar-se um ser carente de toda a ética ou instigar a promiscuidade. A palavra liberdade nos assusta, e por isso a censuramos.
 Declarar-se afetivamente livre é promover o afeto sem
opressão, é distanciar-se do prejudicial e fazer contato com a ternura. O indivíduo que decide romper com a dependência do parceiro entende que se desligar psicologicamente não é fomentar a
frieza afetiva, porque a relação interpessoal nos faz humanos (os sujeitos “apegados ao desapego”não são livres, mas esquizóides).
Não podemos viver sem afeto, ninguém pode fazer isso, mas podemos amar sem nos escravizarmos. Uma coisa é defender o laço afetivo, e outra muito diferente é enforcar-se com ele. A independência afetiva não é mais do que uma escolha que diz, gritando: o amor é a ausência de medo.
Um adolescente que havia decidido “amar com desprendimento” enviou uma carta à namorada contando a notícia. Ela a devolveu em um pequeno saco de lixo, rasgada em pedacinhos.
Cito um trecho da mesma: “Se você está ao meu lado, eu adoro, aproveito, fico feliz, alegra a minha alma; mas se não está, ainda que eu sinta a sua falta, posso seguir em frente. Posso aproveitar uma manhã de sol, meu prato preferido segue me agradando (ainda que eu coma menos), não deixo de estudar, minha vocação
segue de pé e meus amigos seguem me atraindo. É verdade que sinto a falta de alguma coisa, que existe algo de intranqüilidade em mim, que sinto saudades, mas sigo em frente, sigo e sigo. Fico triste, mas não me deprimo. Posso continuar tomando conta de mim mesmo, apesar da sua ausência. Eu a amo, e você sabe que não é mentira, mas isso não quer dizer que não consiga sobreviver sem você. Aprendi que desapego é independência afetiva, e essa é a minha proposta... Nada mais de atitudes possessivas e dominadoras... Sem deixar de lado nossos princípios, vamos nos amar com liberdade e sem medo de sermos o que somos.”
Por que nos ofendemos quando o outro não se angustia com a nossa ausência? Por que nos desconcerta tanto que o nosso parceiro não sinta ciúmes? Realmente estamos preparados para uma relação não-dependente? Alguma vez você tentou?
Está disposto a correr o risco de não dominar, de não possuir e de aprender a perder? Alguma vez você se propôs seriamente a enfrentar seus medos e empreender a aventura de amar sem dependência, não como algo teórico, mas de fato? Se você fez isso, certa mente descobriu que não há contradição evidente entre ser dono ou dona da própria vida e amar a pessoa que está ao seu lado, não é verdade? Não há incompatibilidade entre amar e amar a si próprio. Pelo contrário, quando ambas as formas de
afeto se disso ciam e se desequilibram, aparece a doença mental.
Se a união afetiva é saudável, a consciência pessoal se expande e se multiplica no ato de amar. Ou seja, transcende sem desaparecer. E.E. Cummings o expressava assim: “Amo meu corpo quando está com teu corpo, é um corpo tão novo, de músculos superiores e nervos pulsantes”.

Do livro "Amar ou Depender? de Walter Riso. LPmeditora.