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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

AS “COINCIDÊNCIAS” DO INCÊNDIO DA BOATE KISS E O HOLOCAUSTO


AS “COINCIDÊNCIAS” DO INCÊNDIO DA BOATE KISS E O HOLOCAUSTO
COMO FUNCIONA O “A CADA UM SEGUNDO SUAS OBRAS”
NAS DESENCARNAÇÕES  COLETIVAS – EXPLICAÇÃO DOS RESGASTES COLETIVOS EM OBRAS PÓSTUMAS
Gerson Simões Monteiro
Vice-Presidente da FUNTARSO
Operadora da Rádio Rio de Janeiro

                  Após assistir pela televisão as cenas do incêndio na Boate Kiss, na cidade de Santa Maria, RS, no dia 27 de janeiro de 2013, orando pelos desencarnados, pelos feridos e todos os seus parentes que ficaram, um amigo espiritual me disse tratar-se de “RESCALDO DA 2ª GUERRA MUNDIAL”.  Diante dessa revelação conjecturei: 
Quem sabe se os Espíritos que desencarnaram na boate Kiss, por inalação de fumaça tóxica, foram aqueles que conduziram nossos irmãos judeus, poloneses e russos para morrerem nas câmaras de gás e nos fornos crematórios dos campos de concentração durante a segunda grande guerra mundial?”.
Pois bem, vejamos as “coincidências” se encaixando com relação à intuição recebida sobre a causa da dolorosa tragédia:
1ª “COINCIDÊNCIA”
INCÊNDIO EM BOATE NO RS GEROU O MESMO GÁS USADO POR NAZISTAS   
Vejamos a notícia veiculada pelo INFO – ONLINE NOTÍCIAS  no dia 30/01/2013:
“São Paulo – O incêndio de domingo (27) na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), liberou cianeto, a mesma substância usada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial para matar judeus e outros prisioneiros em câmaras de gás. O número de mortos já chega a 235 e o de hospitalizados a 143.
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o diretor médico do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Ceatox), Anthony Wong, afirmou que essa substância é um dos venenos mais letais que existem. O gás cianeto é o princípio ativo do Zyklon B, usado pelas tropas de Adolf Hitler no holocausto. Ele é capaz de matar as células rapidamente ao impedir que elas produzam energia.
Gás cianeto, fuligem e o monóxido de carbono foram as substâncias produzidas durante o incêndio pela queima dos materiais usados no isolamento acústico da Boate Kiss, como a espuma de poliuretano, usada em revestimentos acústicos baratos para isolar o som ambiente. Os revestimentos de boa qualidade são antichamas e não inflamáveis.
Segundo Wong, um dos agravantes é que o cianeto não tem cheiro, nem cor. Além disso, ele consegue matar rapidamente, entre quatro a cinco minutos. Por ter essas características, muitos jovens acabaram intoxicados sem saber, pois imaginavam que estavam protegidos por máscaras improvisadas com roupas molhadas enroladas no rosto.”
2ª ”COINCIDÊNCIA”
Em 27 DE JANEIRO, DATA DA OCORRÊNCIA DO INCÊNDIO  NA BOATE KISS, COMEMORA-SE O  DIA INTERNACIONAL EM HOMENAGEM ÁS VÍTIMAS  DO HOLOCAUSTO
Outra coincidência que chamou a minha atenção, foi o fato de no  DIA  27 DE JANEIRO se comemorar o Dia Internacional do Holocausto. A data foi escolhida pela Assembleia Geral da ONU não por acaso. Neste dia, as tropas soviéticas libertaram o campo de concentração na cidade polonesa de Oswiecim (Auschwitz) que era uma verdadeira "fábrica da morte" para os presos, na sua maioria, judeus.
Em Auschwitz foram assassinadas cerca de um milhão e meio de pessoas. Destes, 150 mil eram poloneses, 100 mil - russos e mais de um milhão - judeus. Samuel Pizar, um ex-prisioneiro, diz que o campo era "um inferno na terra".
O PORQUÊ DAS EXPIAÇÕES COLETIVAS
Agora, como aplicar o ensinamento do Cristo às mortes coletivas que aconteceram na Boate Kiss, na cidade de Santa Maria, no interior do Estado do Rio Grande do Sul, em incêndio ocorrido no dia 27 de janeiro de 2013, ceifando a vida de cerca de  240 jovens pela inalação de fumaça tóxica ou por queimaduras? Enfim, como explicar todos esses e muitíssimos outros fatos dramáticos sob a ótica da Justiça Divina?
Para melhor entendermos a questão das expiações coletivas, esclarece o Espírito Clélia Duplantier, em Obras póstumas, que é preciso ver o homem sob três aspectos: o indivíduo, o membro da família e, finalmente, o cidadão. Sob cada um desses aspectos ele pode ser criminoso ou virtuoso. Em razão disso, existem as faltas do indivíduo, as da família e as da nação. Cada uma dessas faltas, qualquer que seja o aspecto, pode ser reparada pela aplicação da mesma lei.
A reparação dos erros praticados por uma família ou por um certo número de pessoas é também solidária, isto é, os mesmos espíritos que erraram juntos reúnem-se para reparar suas faltas. A lei de ação e reação, nesse caso, que age sobre o indivíduo, é a mesma que age sobre a família, a nação, as raças, enfim, o conjunto de habitantes dos mundos, os quais formam individualidades coletivas.
Tal reparação se dá porque a alma, quando retorna ao Mundo Espiritual, conscientizada da responsabilidade própria, faz o levantamento dos seus débitos passados e, por isso mesmo, roga os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente.
Quem sabe se os Espíritos que desencarnaram na boate Kiss, por inalação de fumaça tóxica, foram aqueles que conduziram nossos irmãos judeus, poloneses e russos  para morrerem nas câmaras de gás e nos fornos crematórios dos campos de concentração durante a segunda grande guerra mundial?
TRAGÉDIA DO CIRCO
Outro fato que chocou a todos e com maior número de vítimas em relação ao ocorrido recentemente em Santa Maria, aconteceu no dia 17 de dezembro de 1961, na cidade de Niterói, RJ, em comovedora tragédia num circo, a justiça da lei, através da reencarnação, reaproximou os responsáveis em diversas posições da idade física para a dolorosa expiação, conforme relata o Espírito Humberto de Campos, pelo médium Chico Xavier, no livro Cartas e crônicas. Os que morreram no século XX no circo de Niterói foram os mesmos que, no ano 177 de nossa era, queimaram cerca de mil crianças e mulheres cristãs na arena de um circo na Gália, região da França, na época do Império Romano.
OUTRAS CAUSAS DAS MORTES COLETIVAS
Na mensagem “Desencarnações Coletivas”, no livro Chico Xavier pede licença, o benfeitor espiritual Emmanuel esclarece outros motivos para as mortes que se verificam coletivamente. Diz ele:
“Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia do saque, tornamos a Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontro marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos.
Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras.
Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o Plano Físico a fim de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de sangue e lágrimas.
Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidades na conquista de presas fáceis, em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno à Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação”.
FAMÍILIA MORRE QUEIMADA
Vejamos agora como funciona a lei de ação e reação para redimir culpas passadas de diversos membros de uma família que, por vingança, incendiaram a casa de um vizinho pela madrugada, matando todos dentro da casa. Os espíritos que compunham a família criminosa, ao reencarnarem, unidos novamente pelos laços consangüíneos, expiaram seus crimes num desastre, no qual o carro em que viajavam pegou fogo, morrendo todos queimados dentro do veículo.
Como se vê, cada membro da família reparou individualmente os crimes cometidos na encarnação anterior, dentro do resgate coletivo. De fato, a dor coletiva é o remédio que corrige as falhas mútuas. No entanto, cada um só é responsável pelas suas próprias faltas, como determina a Justiça Divina, ou seja, como indivíduos ou como membros de uma coletividade, todos nós somos responsáveis pelos nossos atos perante as leis de Deus.
Segundo Emmanuel, nós “criamos a culpa e nós mesmos engenhamos os processos destinados a extinguir-lhe as consequências. E a Sabedoria Divina se vale dos nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de induzir-nos a estudos e progressos sempre mais amplos no que diga respeito à nossa própria segurança. É por este motivo que, de todas as calamidades terrestres, o Homem se retira com mais experiência e mais luz no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar a vida”.
Tais apontamentos foram feitos ao final do capítulo intitulado “Desencarnações Coletivas”, no livro Chico Xavier pede licença,quando o benfeitor espiritual responde porque Deus permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como nos casos de incêndios.
CONCLUSÃO
É importante ressaltar que diversas circunstâncias colaboraram para a ocorrência da tragédia, pois na prática da engenharia de segurança há a seguinte  equação:
CONDIÇÃO INSEGURA + ATO INSEGURO =  ACIDENTE
Substituindo os componentes da equação:
1 -Condição insegura: o teto em cima do palco de material inflamável;
            2 – Ato inseguro: artefatos que projetaram labaredas durante o espetáculo e     
                  que atingiram o teto.
Diz Allan Kardec, em nota ao final da questão 738 - b de O Livro dos Espíritos, que “venha por um flagelo a morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de morrer, desde que haja soado a hora da partida. A única diferença, em caso de flagelo, é que maior número parte ao mesmo tempo”.
E finalmente, segundo esclareceram os Espíritos Superiores a Allan Kardec, na resposta à questão 740 de O Livro dos Espíritos, “os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo”.
Eis que tudo tem a sua razão de ser, embora no primeiro momento não consigamos abranger o quadro espiritual que está por trás de todos os acontecimentos trágicos. As chamadas “coincidências”, somadas ao pensamento lógico Espírita, através da Lei da Reencarnação, mostram que o passado culposo pode, sim, ter tido sua reparação agora, pois a prática do mal nunca fica impune.
Gerson Simões Monteiro
é Vice-Presidente da Fundação Cristã Espírita
Cultural Paulo de Tarso (FUNTARSO)




2 comentários:

Luiz Eduardo disse...

Abordagem extremamente inadequada ao momento de dor que essas famílias estão vivendo. Essa relação entre as vítimas e um suposto passado nazista não consola nem esclarece em nada. Resumindo: é simplesmente lamentável.

Anderson disse...

Tem razão.