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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Sentimentos X Vivência

Reflitamos.

Às vezes vivemos dentro de uma cadeia de expectativas ideológicas. Falseamos os sentimentos com maquiagens ajustadas a regras que não seguimos. isso esmaga o Ser que Somos.

Nada melhor do que a vida vivida com responsabilidade, autenticidade e transparência. Por que se esconder? Precisamos nos conhecer e nos conhecendo reconhecer o humano que somos.

Ideologias falam-nos do Super Humano. E, pensamos que somos ou poderemos ser Super Humanos. Ideologias.. fantasias não vividas.

Valorizemos os sentimentos. EU tenho sentimento, você tem. Todos temos. Não precisamos comparar o meu sentimento com o de Jesus ou de Buda. O Sentimento de ternura que eu sei passar é esse, então passo. Não tenho que imaginar um sentimento de ternura de um ser ideal.

Aí entra a ideologia, plasmando como devo sentir o meu sentimento bom. EU devo semear os sentimentos bons por que isso é saudável. Eu valorizo a mim, o outro e o mundo. Mas se eu vou externar sentimentos bons como generosidade, acolhimento, cuidado e ternura por que "tem que"..., por que o "livro tal disse que tem que", por que o Deus tal disse que tem que...

Isso se torna irreal, forçado, mecânico....E simplesmente não fazemos. Ideologizamos os sentimentos bons tão distantes, tão próprio para seres extraordinários, que estes sentimentos ideologizados só ficam servindo para repararmos quando os outros que nos cercam não o fazem ou o contradizem. Usamos esses inalcançáveis sentimentos pregados e não vividos, contra os outros quando eles não os vivem. Quando não correspondem as expectativas dessas tais ações ideologizadas.

Ou seja, tornamos míopes para nós mesmos. Incapazes de ver que quando se trata do sentimento alheio, dos atos alheios, do pensar e do sentir alheio, a melhor condição para compreender não é esfregar na cara da pessoa bulas, bíblias e comparações. Mas ouvir, acolher e empatizar.

No acolhimento e na ausência de disputa, na ausência de comparações, damos espaço para o ouvir. Como não estamos em disputas, há espaço para os sentimentos.

As emoções deixam-nos com toda sua rebeldia bárbara. E abrimos o coração para assistir, ouvir e sentir o outro coração humano.

Mas se vivermos dentro de versículos, bulas e regras, artificiais e não vividas, não humanas. Nos fechamos em infantis ideologizações do que o outro é ou faz.

Por vezes, usamos essas ideologizações apenas para nos julgar "superior ao outro".

"Você é isso." Dizemos, e, a rigor, ao colocarmos a pecha no outro, diminuo-o perante a mim.

Isso é comparação/disputa = emoção.

Assim me sinto mais "confortável" por que sou superior a ele em alguma coisa. Por que ele é ISSO.

Mas isso é singrar nos mares das ideologias separatistas. Quando enquadramos o outro: "Tu é isto." Diminuindo-o.  Afastamos os corações no afã da sobrevivência de bicho.

Afugentamos os sentimentos bons e simples, para dar espaço ao orgulho.

É lógico que o outro pode até ser ISSO que estamos dizendo, xingando ou afirmando. No entanto, quando se trata de coisa não muito boa, reparar isso deve servir para, quando possível, assistir a pessoa de forma a fazê-la ver o erro em que está incorrendo.

Sem agressões, sem querer maldizer dela para outros, sem desfazer dela.

Ela tem erros, ótimo. EU também tenho os meus. Como posso ajudá-la?

Os sentimentos não são ideologias. Eles simplesmente são.

Quer sentir amor, sinta. Quer sentir compaixão, sinta. Não precisa comparar com fulano, com ciclano.

Evolução não dá saltos. Mas todo início começa com um primeiro passo. Assim que os sentimentos bons, as interações, as forças da alma, devem ser irradiadas da forma que eu sei e posso fazer. Sem falsas expectativas, nem se diminuir.

Anderson.

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