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sexta-feira, 22 de março de 2013

Só perdemos o que não temos


Só perdemos o que não temos

Na última semana, terminei de ler um livro que um amigo muito querido me presenteou. Falava de auto-descoberta, auto-conhecimento – tratava de temas complexos sobre o expandir da consciência, ampliar o olhar sobre si mesmo – tudo banhado de espiritualidade e conceitos da psicologia. Enfim, dentre os inúmeros temas que pude revisitar ao ler esse livro, um em especial me chamou a atenção: a morte. Nesse capítulo o autor deixava claro um ponto que quero compartilhar com você: a questão da perda.

É verdade que toda perda é um processo dolorido, sofrido. Um processo que nos faz pensar e repensar, refletir sobre nossas vidas, nosso tempo, a forma como aproveitamos ou não esse milagre que é viver e se relacionar, estabelecer relações. Tudo isso faz sentido se ampliarmos o conceito da morte e compreendermos que morremos todos os dias e, renascemos todo amanhecer. A morte nada mais é que o fim de um ciclo e início de outro.

Desapego

E, se morremos, ou melhor, perdemos algo de um lado, de outro ganhamos com certeza. Morrer, romper, terminar, deixar – tudo isso demanda desapego, amor próprio, demanda o aceitar, confiar e agradecer o que recebemos. Um alento é saber reconhecer que só perdemos o que não temos. Explico: só perdemos o que não é nosso, não nos pertence, não agrega, não soma, não nos faz melhor.

Vou tentar clarear… Se só perdemos o que não temos – tudo o que temos levamos conosco. Sensações, emoções, sentimentos – tudo o mais é transitório. Isto é, se alguém próximo se foi, podemos sempre ficar com o que construímos. Com o que vivemos e experimentamos juntos. É de fato só isso o que temos – bons ou maus momentos.

Talvez por isso muitos afirmem que a felicidade é uma soma de bons momentos… Ser feliz é estar mais feliz do que triste no tempo que temos para administrar nessa passagem. O quanto antes conseguirmos entender que a vida é uma passagem, viver se tornará muito mais possível além de mais prazeroso, mais delicado.

Então, exercitar o desapego, o soltar as amarras e travas que nos distanciam do que temos de melhor – nós mesmos – ficará muito mais fácil. Saber o que temos é, por isso, parte do nosso crescimento.

Do nosso auto-conhecimento, nossa auto-descoberta. E, para tanto, precisamos passar a olhar com os olhos da verdade, da beleza, da ética, do amor… No mais, tudo vai dar certo.

Máscaras

A questão é que, por vezes, temos tanto medo de olhar a nossa verdade que utilizamos diferentes artimanhas para nos afastar desse nosso centro. Vivemos assim com base no medo de sermos descobertos; na ilusão de que vamos conseguir enganar a todos, inclusive a nós mesmos e, nesse sentido, inflamos nosso ego, praticamos a vaidade, nos apegamos a uma imagem ou imagens que não podem ou jamais serão nossas.

Por isso sofremos. Sofremos nas nossas relações, na nossa existência. Afinal, bem no nosso íntimo sabemos que a máscara que tanto lustramos um dia cairá. E então vamos de uma única vez nos deparar com tudo o que fizemos para tentar tapar o sol com a peneira – a nossa alma, nossa essência – com os véus… Desiludimo-nos, perdemos o outro, perdemos a relação…

Em função de tudo isso fica aqui um convite: faça uma auditoria pessoal. Tente compreender o que é de fato seu e o que não é. Depois de tudo visto, liberte-se. A relação com certeza agradecerá… O outro e o seu ser também.




Créditos: colunistas.yahoo.net/posts/6626.html
Extraído: ficandoben.blogspot.com/

O Orgulho





Orgulho...
Do Germ. ûrgoli

Que quer dizer.. exagerado conceito que alguém faz de si próprio; sentimento elevado da sua dignidade pessoal; que significa também > soberba; pundonor; brio; vaidade; empáfia; aquilo de que alguém pode orgulhar-se.

O orgulho nos induz a julgar-nos mais do que somos; a não suportarmos uma comparação que nos possa rebaixar; a nos considerarmos tão acima dos nossos irmãos que o menor paralelo nos irrita e aborrece.

A Fraqueza Infantil do Orgulho

Todos querem a paz, mas há muita gente que não se dispõe a fazer as pazes. Parece que não acreditam que duas pessoas zangadas ou um casal desavindo se possam reconciliar. Preferem afirmar posições. De fato, o orgulhoso não é inteligente! Se fosse inteligente, já teria percebido que a coisa mais humana é levantar-se dos seus erros e recomeçar cada dia. Não o tentar e agarrar-se aos seus direitos parece força, mas é fraqueza infantil.

Lucidez Orgulhosa

Os teólogos há muito o notaram: a esperança é o fruto da paciência. Deveríamos acrescentar: e da modéstia. O orgulhoso não tem tempo de esperar... Sem querer nem poder estar à espera, força os acontecimentos, como força a sua natureza; amargo, corrompido, quando esgota as suas revoltas, abdica: para ele, não há qualquer forma intermédia. É inegável que é lúcido; mas não esqueçamos que a lucidez é própria daqueles que, por incapacidade de amar, se dessolidarizam tanto dos outros como de si próprios.

Aprendendo a lidar com o orgulho

Este sentimento separa-nos dos outros e só traz atraso para nossas vidas. Mas, com atitudes simples e cotidianas, podemos minar a base que o sustenta até libertarmo-nos dele. É o orguho que os separa de todos os homens, dos irmãos e também de Deus. O orgulho é o é o sentimento de ilusão, sentido da separatividade. Está calcado no medo - no medo de ser subjugado, no medo de não ser amado, no medo da negação, da anulação, da morte em última análise. O que conseguem com atitudes orgulhosas? Muitas coisas. Principalmente, permanecer estagnado em seus níveis e padrões de pensamento. Veja que, pelo orgulho, qtas coisas já aconteceram na civilização.

O orgulho impede de darmos o braço a torcer, como dizem. Que imagem forte, essa, dar o braço a torcer, e que doloroso! Abandonar o orgulho parece doloroso; é como se tivessem que, ao renunciar a ele, transformar-nos nas últimas criaturas da Terra. O orgulho parece colocar-nos de pé, parece ser nossa proteção e nossa identidade. Mas ele provoca grandes atrasos em nossas vidas. O orgulho nos afasta dos outros, em primeiro lugar. Ao não abandonarem nossas opiniões, nossos conceitos, nossas próprias verdades, não entramos em acordo com os outros nem nos permitimos modificar. O orgulho é algo que precisa ser combatido e eliminado. Ele fala fundo, sabemos, é aquele senso tb de resistência, de não-entrega, de não-mudança. Mas, vejam que, enqto tivermos orgulho, temos tb conflito, temos guerras, temos desentendimentos, temos sofrimento. Qto mal nos traz esse sentimento humano!

É possível abrir mão do orgulho, é possível abandonar essas posições rígidas em favor da Unicidade? Sim, e alguém tem de dar o primeiro passo. Alguém tem de começar para permitir ao outro fazer o mesmo, e aí está o grande dilema: como eu vou abrir mão do meu orgulho e ceder à vontade e aos caprichos do outro? Ele vai me fazer vítima do orgulho dele, vai me fazer ser subjugado, submisso à vontade dele.

Também não é assim. Abandonar o nosso orgulho não significa sujeição, submissão, desde que tenhamos firmeza nos nossos propósitos. Desde que continuemos nos pautando no que é melhor para nós. O orgulho é um valor tão arraigado no comportamento humano que sequer imaginamos o que seria nossas vidas sem ele. Mas é sim possível manter-nos no nosso estado de valores, manter-nos na dignidade, na integridade sem esse nefasto orgulho.

É ele que impede de pedirmos desculpas, mesmo qdo reconhecemos estarmos errados. É o que nos leva na direção contrária a que intimamente sabemos ter de irmos, só para não dar o braço a torcer, só para não fazer a vontade do outro. O orgulho impede de sermos razoáveis, generosos, de procurar um ser querido, de dar algo de nos para o nosso semelhante. O orgulho é aquela coisa de eu não vou dar, me rebaixar e humilhar, porque ele vai se sentir o vitorioso. Pois a perda desse orgulho, a negação das atitudes que ele nos pede e nos incute a tomar, pode trazer-nos efeitos e consequências realmente saudáveis para o nosso ser.

Pedir desculpas; dar algo de nós que a consciência, pesada e amargurada, pede que se dê; procurar o outro para uma reconciliação. Tantas atitudes são possíveis para quebrar esse orgulho. A regra é simples: o orgulho é o que os nos separa do outro. Então, a negação dele é tudo que nos une ao outro. É por esse critério que devemos nos guiar. E veremos que, como abrindo mão do orgulho, ganharemos paz. Qdo é uma atitude serena, realmente motivada pela tentativa de Unicidade, nós não estamos minimamente incomodados ou preocupados com o braço a torcer. Nós saberemos e nos contentarremos com a paz que a vitória sobre o orgulho nos traz. Quem não se sente aliviado em confessar um erro, em pedir desculpas? Se o outro aceita o erro ou aceita as desculpas, realmente, é problema dele. O que importa é que fomos lá e pedimos, tivemos essa iniciativa.

Perdoar é outra grande vacina contra o orgulho. Perdoar os erros alheios, as ofensas, o que se disse e magoou. Não se trata de deixar para lá, de tentar esquecer. Perdoar é liberar-se da carga que o orgulho impõe, da mágoa. Isso é perdoar. O perdão tb alivia, tira todo um peso de nossos corações. Se podemos pedir desculpas pelos nossos erros, por que não podem tentar desculpar os outros pelos deles, não é mesmo? Agora, perdoar, para isso, não é preciso que o outro venha e lhes peça desculpas. Exigir a retratação do outro seria também uma atitude do orgulho. Perdoar pode ser algo íntimo, de você com você mesmo. É até bom comunicar isso à pessoa: você não me deve nada, compreendo sua atitude, você talvez não a tomasse se pensasse melhor. Mas quero que saiba que não estou magoado, ressentido, que botei uma pedra em cima e pronto, passou. Perdoar alguém alivia o fardo da culpa do outro. É um ato de extrema caridade, um gesto de grande unicidade, que liberta o outro de seus pesares - e nosso, de nosso orgulho.

Veja que não é difícil livrar-se dos pesos emocionais, das energias incômodas que o orgulho, como ímã, está a atrair para nós e nossas vidas. Veja que a humildade, a simplicidade, o reconhecimento da falha humana, seja em nós ou no próximo, é tão libertadora. Se todos fossemos livres para experimentar e errar, livres do orgulho que nos manda também seremos sempre os certos, na sociedade teríamos outros valores, outros rumos no trato com as pessoas. O orgulho guarda os ressentimentos, alimenta aquelas feridas e mágoas pela vida inteira. Abrindo mão do orgulho, nem guerras teríamos. O que é toda essa questão que vivemos, por ex:, a questão histórica da Palestina e de Israel senão uma grande rocha de orgulho? Por que não podem ceder um milímetro israelenses e palestinos em suas posições? Por causa do orgulho. Um não quer abrir mão do que acha que é seu, o outro não quer parar de opor resistência.

Se um dos lados apenas dissesse bem, recapitulamos nossa posição, a partir de hoje queremos nos entender, não vamos mais brigar por isso, poderiam deixar até que mediadores neutros estabelecessem um acordo. O mundo todo tem grande interesse na paz entre esses dois povos, e, mesmo assim, está lá o orgulho das raças a insisitir, insistir naquelas mesmas posições.

O orgulho é pernicioso para nossas vidas, para nossa paz. Ganhariamos muito se pudesemos nos livrar dele. É possível irmos fazendo isso nas pequenas coisas, nas pequenas vontades, nas picuinhas, como nós chamamos. Pedir desculpas. Ceder numa coisa não importante. Oferecer-nos em ajudar qdo solicitados, mesmo que aquela pessoa não tenha iniciativa de ajuda para conosco. Ora, com pequenas coisas, podem ir minando a estrutura do orgulho, fazendo pequenos buranquinhos no alicerce dele, até que ele todo venha abaixo.

O orgulho nos impede, muitas vezes, de desabafar, de contar algo que nos oprirme e incomoda. Tentemos não pemitir que ele nos traga pesos e a manutenção de certas situações nos oprime. Tenhamos a atitude humilde e corajosa de irmos lá e resolver. Confessar um erro, pedir desculpas, dar perdão em pequenas coisas de nossa vida, vejam o alívio que isso traz. Livrando-nos desses pequenos pesos nós vamos também tornando-nos fortalecidos e lúcidos para tratar dos pesos maiores. É assim que se trabalha com esse terrível orgulho: aos poucos, e humildemente, começando com pequenas coisas. Os ganhos que teremos nos animarão a deixar de lado e resolver até as situações que, no nosso julgamento de valor, são mais graves. Qdo formos ver, estaremos nos reconciliando e nos unificando até com grandes desafetos do passado. Estaremos muito mais flexíveis em nossas opiniões, colocaremos a cabeça no travesseiro e poderemos dormir em paz.

Abandonar o orgulho é como tirar um imenso peso de nossas almas. E é mesmo: o orgulho nos oprime, nos impede de expressar com a beleza e a nobreza que nos é peculiar, que nos é própria como ser espiritual. Pensemos nisso. Nos pequenos orgulhos que podemos ser vencidos, nas pequenas atitudes cotidianas que vamos livrando-nos do peso que o orgulho acarreta em nossas vidas, haverá um tempo em que todos, movidos pelo exemplo salutar de todos, estaremos também dispostos abrir mão desse orgulho - e se não estiverem, repito, não temos nada com isso. Se perdoamos, mas o outro, naquele momento, não aceita o perdão, continua magoado ou bravo, o problema realmente não é nosso. Nosso problema é vencer o nosso orgulho.

Se os outros quiserem permanecer orgulhosos, não podem tomar uma inciativa de perdão, por ex:, com uma expectativa de contrapartida do outro, pois isso não é uma atitude completamente liberta do orgulho. A atitude libertadora é sempre a que parte de nós para o outro. Pode ser que, com nossas atitudes, outros também venham e nos perdoem, e desfaçam os mal-entendidos; outros que nem esperávamos. Porque vamos nos desanuviando, vão rompendo as amarras de uma série de situações em nossa vida. Dar o perdão para A, e somos também perdoados por B. Na vida, a compensações podem não ser tão diretas, os retornos nem sempre vem do lado que se quer. Entender isso e contar com isso também é uma negação do orgulho: fazer sem esperar recompensa. Pensem nisso, meus filhos, e comecem a exercitar o desmonte do orgulho em pequenas e cotidianas situações de nossa vida. Qdo perceberemos, a leveza que isso nos trará não pemitirá mais que o orgulho e as grandes resistências nos sustentem. Na paz e na luz de Deus me despeço, Aprica.




Créditos: Canalizado por Regina Gianetti

NÃO SE SUBESTIME...









Vejo muitas pessoas lindas, com tudo de bom para viver, abandonando-se.
Deixando de lado sonhos e desejos por conta dos infortúnios que a vida trás.
Aliás, a vida pode mesmo nos surpreender com sérios tombos e solavancos, mas isso justifica nos deixar de lado?
Ou deixar de acreditar no amanhã?
Sinto que muitas vezes as ondas de fatalismo nascem de um desejo de fugir de tudo aquilo que é difícil, complicado ou triste.
Pois a maioria das pessoas não quer sofrer. Na verdade, acho que ninguém quer sofrer, ninguém quer fazer alguma coisa e perder.
Quando descobrimos que algo vai dar errado, o sentimento de fracasso e frustração pode ser enorme, mas adianta nos abandonar?
Adianta ficar procurando culpados ou se culpando?
O que foi feito está feito, mas... e daqui para frente, como será o futuro?
Como ensinam os Mestres, não podemos e não devemos pautar as nossas expectativas a respeito do amanhã, tendo como base apenas o que realizamos ou o que perdemos no passado.
Por que temos tanto medo do futuro e das experiências de vida que estão reservadas para nós?
Por que esperar o pior?
Por que nos achamos tão frágeis?
A visão que temos da vida e de nós mesmos pode truncar nossos caminhos.
Se não acreditamos em nosso poder pessoal, em nosso aprimoramento quem acreditará?
E aprimoramento quer dizer crescer, mudar, transformar...
Todos os dias, quando acordamos, podemos escolher o que pensar e como agir, e ainda que exista uma força kármica que norteie nossos caminhos somos livres para mudar o foco dos nossos pensamentos, mas isso somente acontece quando abrimos o leque e nos damos mais opções.
A mente racional é limitada e não deve ser nossa única ferramenta.
Para evoluir, precisamos nos conhecer profundamente, mas o copo não pode estar cheio.
Precisamos deixar um espaço aberto para o novo, para outras pessoas se chegarem a nós, para a vida acontecer.
Se você achar que tem todas as respostas com certeza está errando, e muito.
Você é um ser de luz!
Pode ser até que você não esteja consciente do seu poder pessoal, nem da Lei da Atração que nos ensina que trazemos para nós aquilo que está no nosso foco de atenção, mas você é um ser mágico que precisa se libertar.
Tenho certeza que se você fizer um exercício honesto de auto-análise você vai se lembrar de coisas muito importantes que você superou. Tenho certeza que você também poderá se recordar de momentos em que se doou e amou profundamente. Mas se acaso você não encontrar esses registros nas suas memórias porque não criar esses momentos agora?
Por que dizer que não é capaz?
Ou que ninguém o (a) ama como você acha que merece?
Você é a sua luz!
Deus está dentro de você, não se subestime.
Não diminua a sua luz, dizendo que você não merece, ou que você não consegue, ou ainda que a vida é ruim...
Pode ser que atrás dessas negativas, esteja escondido um grande medo de apostar em coisas grandes, boas ou positivas.
Mas até isso é bom, porque assim sendo você pode lidar com o medo que é o grande vilão e limitador da história.

Paz e Luz em seu coração!

(Maria Silvia Orlovas)