Personagens do livro, renasceram no século XX. Auxiliando na construção do mundo novo.
Personagens do livro:
Basílio - Emmanuel
Lívia - Chico Xavier
Taciano - Arnaldo Rocha
Apio Corvino - Bezerra de menezes
Quinto Varro - S. Pedro de Alcântara
Rufo - Eurípedes Barsanulfo
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sexta-feira, 28 de novembro de 2014
sábado, 15 de novembro de 2014
SERVIÇO DE NEGRO
Um garoto negro termina um serviço que lhe havia sido solicitado e, orgulhosamente, garante ter feito “serviço de branco”. Várias moças respondem a anúncio para secretária; algumas perguntam se podem ser entrevistadas, “mesmo sendo negras”. Ser negro ou mulato e caminhar pela cidade é considerado “atitude suspeita” por muitos policiais. Como dizia um conhecido – para meu horror e indiferença dos demais participantes da conversa: “Não tenho nada contra o negro ou nordestino, desde que saibam seu lugar”. E esse lugar, claro, é uma posição subalterna na sociedade.
Numa sociedade competitiva como a nossa o ato de etiquetar o outro como diferente e inferior tem por função definir-nos, por comparação, como superiores. Atribuir características negativas aos que nos cercam significa ressaltar as nossas qualidades, reais ou
imaginárias. Quando passamos da ideia à ação, isto é, quando não apenas dizemos que o outro é inferior, mas agimos como se de fato ele o fosse, estamos discriminando as pessoas e os grupos por conta de uma característica que atribuímos a eles.
De uma forma mais precisa podemos dizer que o discurso preconceituoso procura enquadrar as diferentes minorias, a partir de um pré-julgamento decorrente da generalização não demonstrada. Mas isso não importa à pessoa preconceituosa. Afirmações do tipo “os portugueses são burros”, “os italianos são grossos”, “os árabes, desonestos”, “os judeus, sovinas”, “os negros, inferiores”, “os nordestinos, atrasados”, e assim por diante, têm a função de contrapor o autor da afirmativa como a negação, o oposto das características atribuídas ao membro da minoria. Assim, o preconceituoso, não sendo português, considera-se inteligente; não sendo italiano, acredita-se fino; não sendo árabe, julga-se honesto; não sendo judeu, se crê generoso. É convicto de sua superioridade racial, por não ser negro, e de sua superioridade cultural por não ser nordestino.
É importante notar que, a partir de uma generalização, o preconceito enquadra toda uma minoria. Assim, por exemplo, “todos” os negros seriam inferiores, não só alguns. A inferioridade passaria a ser uma característica “racial” inerente a todos os negros. [...] E o preconceito é tão forte que acaba assimilado pela própria vítima. É o caso do garoto que garantiu ter feito “serviço de branco”. Ou do imigrante que nega sua origem. Ou, ainda, da mulher que reconhece sua “inferioridade”.
Quando se fala de minorias tem sempre um gaiato que diz que minorias são maioria, pois se somarmos as mulheres aos negros, aos imigrantes e aos outros já teríamos uma ampla maioria. Teríamos, sim, se estivéssemos falando de matemática e não de preconceito. [...] É evidente que o total de pessoas atingidas pelo preconceito constitui a maioria numérica da sociedade, principalmente se nela incluirmos as mulheres, ainda fruto de preconceitos machistas elementares (“mulher não sabe dirigir”, “mulher é objeto”, são apenas alguns dos mais correntes). Se somarmos as mulheres aos negros, aos nordestinos e descendentes de algumas nacionalidades já mencionadas, as “minorias” se transformarão numa esmagadora maioria.
Seria, pois, errado falar em minorias? Não, uma vez que o conceito de minoria é ideológico, socialmente elaborado e não aritmeticamente constituído. Isto quer dizer que o negro de que se fala não é o negro concreto, palpável, mas aquele que está na cabeça do preconceituoso. E isso tem raízes históricas profundas.
[...]
(Jaime Pinsk – 12 faces do preconceito. São Paulo: Contexto, 2000)
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Agora soube que outra pessoa que privou de GRANDE amizade com Chico Xavier e que sobretudo, do livro Ave Cristo conhece o "quem foi quem", por ter sido ele, um dos personagens principais do livro , Arnaldo Rocha que foi a encarnação de Taciano, personagem do livro, confirma Clóvis Tavares.
Ele, Arnaldo Rocha, mais do que ninguém sabe quem foi a alma que o resgatou das trevas da ignorância.
E, Arnaldo Rocha afirma que QUINTO VARRO FOI PEDRO DE ALCÂNTARA, CONHECIDO NOS MEIOS CATÓLICOS COMO SÃO PEDRO DE ALCÂNTARA. BEZERRA DE MENEZES FOI ÁPIO CURVINO, QUE INSPIROU VARRO NA TERRA.
Fiquei feliz em saber que Divaldo P. Franco afirma que não obteve tal informação por via mediúnica, mas pelo amigo Jô, que deve ter feito a confusão com o fato de que QUinto Varro assumiu num dado momento o nome de Apio Corvino no livro, homenageando o grande apóstolo, e Ápio foi Dr. Bezerra de Menezes, confundiu-se os dados….
E fiquei feliz com sua humildade e desapego ao deixar claro que não obteve tal informação por via mediúnica, mas por terceiros. Retratando-se e também achando mais coerente que Dr. Bezerra fosse Apio Curvino.
Agradeço a Francisco Carlos da Silva da União Espírita Mineira por ter feito essa pergunta ao nosso querido Divaldo. Essa informação deveria ser mais divulgada, por que está disseminada a ideia falsa no movimento espírita de que Dr. Bezerra seria Quinto Varro. Dr. Bezerra foi Apio Curvino, também personagem do livro, Quinto Varro reencarnou-se séculos depois como São Pedro de Alcântara, na Espanha.
Reproduzo abaixo a entrevista em que Divaldo deixa claro que mudou de opinião:
Queridos amigos Jesus sempre! Atendendo uma indação registrada neste blog , enviada pelo nosso Francisco Carlos da Silva, fomos brindados pelo oportuno e bendito esclarecimento do nobre tribuno Divaldo Pereira Franco. A publicação deste depoimento histórico objetiva ressaltar o cuidado e a seriedade que procuramos ter com os nossos estudos neste espaço cristão, além de manter a credibilidade que respalda as ações no Bem. Abaixo transcreveremos a pergunta do Francisco e a resposta de Divaldo Franco.
Sobre a duvida, se Quinto Varro reencarnou como Pedro de Alcântara, como afirma Arnaldo Rocha, ou como Bezerra Menezes, como afirma Divaldo Franco (ver comentario em neste blog de 30-05-2012, sem resposta ), gostaria de saber se a algum registro que comprove a afirmativa do nosso irmão Arnaldo, pois estamos diante de dois irmão muito respeitados, e esta dúvida é extremamente desagradavel, e mesmo coloca em dúvida a mediunidade do nosso irmão amado Divaldo. que por duas vezes que eu saiba afirma que Quinto Varro é uma das encarnações do amigo Bezerra. Afirmativa esta que conta com o apoio de vários amigos de credibilidade no movimento espirita, tais como Jorge Damas, Newton Borchat. Se possivel me mandar uma resposta lhe ficaria muito grato, pois tenho uma palestra sobre A casa dos beneficios, que esta vinculada a Bezerra de Menezes e suas reencarnações, e não gostaria de dar informações erroneas aos irmãos.
Grato, e que Jesus estaje sempre contigo.
Francisco Carlos da Silva
Resposta:
Em realidade, a informação que passei em torno do tema, não é de natureza mediúnica de minha parte, nem me foi apresentada pelo venerando Chico.
Historiando: havendo sido muito amigo de Joaquim Alves – o Jô – que teria sido o meninozinho Silvano, vítima dos cães que Taciano mandou o servo atiçar nos pequeninos que foram visitá-lo, no momento em que orava o Pai Nosso, ante o olhar terno do paizinho (de Taciano e espiritual da criancinha), informação essa que lhe teria sido transmitida pelo próprio Emmanuel através do Chico, numa ocasião, quando conversando comigo sobre outras personagens do livro AVE CRISTO, elucidou-me que Quinto Varro se reencarnaria mais tarde no Brasil como dr. Bezerra de Menezes. Penso que, três vezes apenas, em palestras públicas repeti a informação.
Evito, quanto possível, essas referências, pela dificuldade de poder comprovar a revelação, exceto, quando dispondo apenas da palavra nobre do informante…
Posteriormente, conversando com Arnaldo, ele explicou-me que havia um equívoco na informação do Jo e que dr. Bezerra teria sido Apio Corvino, segundo revelação do apóstolo Xavier, o que me pareceu mais coerente, face à sua abnegação e caridade desde aquela época…
A partir de então, não mais referi-me ao assunto, evitando, inclusive, notícias outras sobre reencarnações não documentadas.
Desse modo, podendo esclarecer a ocorrência, face à solicitação do nosso caro irmão Francisco Carlos da Silva, agradeço sinceramente. Sempre às ordens, o servidor em Jesus.
Divaldo